sexta-feira, dezembro 05, 2003

Vou organizar uma simpática excursão de fim de ano a Bragança, a fim de degustar o mais afamado representante da gastronomia local.
Não é esse, é o puré de castanhas...

quarta-feira, dezembro 03, 2003

Dei comigo a meditar na primeira frase do anúncio do "Mon Chéri", mais concretamente «Sabes o que me apetecia agora...?»
Com aquela abençoada filha de Eva ali ao alcance da mão, o cavalheiro entende que lhe apetece um chocolate... Enfim...
Seja eu ceguinho, se não me passam pela cabeça aí pelo menos uma vintena de alternativas bem menos apanascadas...

sábado, novembro 29, 2003

02H00: zumbido irritante no perímetro orelhal
07h00: meia dúzia de marcas do crime espalhadas por mãos e braços
07h03: Fenistil
07h06: mancha de sangue na parede

Há assuntos que nunca chegam à barra do tribunal. Três vivas ao pragmatismo da justiça sumária.

terça-feira, novembro 25, 2003

Capitão Iglo detido pela PJ em flagrante delito, enquanto exibia orgulhosamente o seu "douradinho" a uma transeunte...

sábado, novembro 22, 2003

Então não é que aqui o Parque ganhou um "prémio"...? Mais estranho ainda: o "galardão" foi atribuído com base em critérios estéticos...

sexta-feira, novembro 21, 2003

Já viram aquele novo anúncio da McDonald´s com a banda sonora dos Da Weasel...? Não sei, acho que há ali uma promiscuidade ideológica muito estranha. É como ouvir o Sérgio Godinho a cantar o "Stars and Stripes" com a mãozita a bater no peito e a olhar enternecido para a bandeira...Enfim, ainda sou um bocado ingénuo, em relação a estas e outras tantas coisas.

quarta-feira, novembro 19, 2003

Quem já teve lições de música conhece certamente os livros do mítico Eurico A. Cebolo, com aquelas fatiotas muito fashion dos tempos do Estado Novo. Esse avô do Avô Cantigas publicou também algumas pérolas literárias com títulos do género "Freira Marota e Levada para a Brincadeira", "Meretriz Recatada e Ingénua" e coisas do género. Leiam esta "postada", é qualquer coisa de extraordinário.

terça-feira, novembro 18, 2003

DA CHAPELEIRA E OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O Homo Suburbius
(Parte Segunda)


Para quem quiser ler a Primeira...

A atenção do recém-promovido chefe de família vira-se então para os fundilhos do habitáculo, mais propriamente para o triângulo das Bermudas vulgarmente conhecido como CHAPELEIRA. Esse "buraco negro" suga para os seus domínios os mais inesperados objectos. Mas já lá vamos.

Suponho que a origem do termo esteja relacionada com a atracção magnética que essa área gera sobre aqueles chapéus de palha (panamá) a fazer lembrar um turista britânico de férias no Ferragudo. A acompanhar o panamá vamos encontrar com frequência um cachecol da Selecção. Como somos um povo tão desmesuradamente patriota, o porta-luvas esconde sempre uma edição d´"Os Lusíadas", um exemplar do Tratado de Zamora e uma cassetezinha com "A Portuguesa", para o que der e vier.

Os portões deste Hades são guardados por sanguinários mastins de pelúcia, ostentando muitas vezes uma águia ao peito ou outro qualquer banner elucidativo da pinta do animal. Ou melhor, dos animais: o cãozinho e o condutor... O planalto chapeleiro vê-se normalmente revestido por um tapete muito quentinho, não vão os pobres animaizinhos ter frio nas patas. Os motivos preferidos são o tigre da Malásia (secundado por umas garatujas orientais) e a inelutável bandeira do Glorioso. Coisa de fino gosto, diga-se, como é apanágio do Homo suburbius.

sábado, novembro 15, 2003

Passei ontem os olhos pelo VH1, mais concretamente pelos videóclipes do "The Artist formerly known as Prince". Aqueles gritinhos e a roupa justa sugerem um subproduto da intersecção entre uma rainha de arrasto (ou drag queen, para os mais puristas) e um matador de toiros espanhol, com as jóias de família mais apertadas que um passageiro do Metropolitano de Lisboa em hora de ponta. Ou coisa do género. As dançarinas, isso sim, sempre muito "saudáveis". Muita vitamina andava por ali, sem dúvida.
Sendo assim, eis o motivo que me trouxe ao Speaker´s Corner do Parque, nesta macambúzia tarde de Sábado: resolvi mudar de nome. É verdade. A partir de hoje, quero ser conhecido por "The Gardener (formerly known as André)". Só não sei onde vou desencantar a comitiva feminina cheia de "saúde", consentânea com a dignidade e temática do Parque, visto que as zelotas ecologistas de esquerda deixam muito a desejar... (1)

(1) Sim, porque já se sabe que as meninas que não sabem combinar a roupa acabam por não ter outro remédio, que não o abraçar com redobrado vigor as utopias marxistas...

sexta-feira, novembro 14, 2003

Alguém que partilha a minha aversão por essa praga dos cãezinhos amorosos e afins. Vale a pena dar uma espreitadela.

terça-feira, novembro 11, 2003

DA CHAPELEIRA E OUTRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O Homo Suburbius
(Primeira Parte)


O típico cavalheiro que leva a família a passear ao Colombo no fim-de-semana esconde frequentemente um inesperado zelota da decoração de interiores, revelando-se na intimidade do seu "templo" particular: o automóvel. O "como" e o "porquê" seguem dentro de momentos.

O jovem tuner acaba inevitavelmente por contrair matrimónio com uma operadora de caixa do Minipreço, gerando um património genético que faria muito boa gente (como aquele rapazola austríaco do bigodinho engraçado que tinha a mania que era ariano) dar uma volta na tumba. Essa ideia infelizmente mal interpretada da Solução Final encontraria aqui uma aplicação muito plausível...

Pois que o visado acaba de comprar o seu "familiar" (uma "excelente aquisição", pelo menos a fazer fé nas palavras do vendedor). e já o seu pensamento ruma a pleno-vapor para os mares das artes transformacionais. Não conseguindo lutar contra o seu ADN 100% racing, acaba por congeminar um ardiloso plano, com o secreto objetivo de levar a esposa a aceitar a instalação de uma escape de rendimento. Leva-a a um restaurante no Guincho, recordando-lhe repetidamente que não iria olhar a despesas. Dói-lhe no bolso e na alma, mas os fins justificarão certamente os meios. A meio do idílico jantar à luz de velas, acaba por "pop the question" e...num arrojado golpe de rins, desvia-se mesmo a tempo de um ameaçadoramente balístico garfo de peixe... Finda a árdua batalha negocial, acaba por conseguir autorização para a implantação de um ambientador-pinheirinho, uma capa para o volante e um par do mesmo para os bancos, daquelas muito catitas do "Mique" e da "Mine"...

Não perca o desfecho da história, num "post" perto de si.

sexta-feira, novembro 07, 2003

Não sei qual das notícias me deixou mais surpreendido: o facto de o Benfica ter ganho um jogo, ou a detenção dessas duas senhoras do jet-set: Betty Grafstein e José Castelo-Branco...

quinta-feira, novembro 06, 2003

Então não é que o Sexo e a Cidade vai acabar...? Não desesperes, Inês, ouvi dizer que vem um substituto à altura...
Porque é que as caixas do Minipreço/Dia são todas feias?
(e outras reflexões avulsas sobre o ideário da beleza feminina-parte quarta)


Há uma dúvida que me tem azucrinado o juí­zo desde que (com tenra idade) comecei a frequentar o Minipreço: porque será que as operadoras de caixa são todas feias?
É uma coisa impressionante, não há uma única freira que salve a honra do pobre convento. Para quem não seja particularmente entusiasta da esmagadora maioria das pilosidades femininas, os autênticos bigodes à  la siamês orgulhosamente ostentados serão tudo menos populares. (1)

Porquê esta obsessão? Será que há uma espécie de acordo tácito, sendo que nenhuma outra cadeia de abastecimento grossista aceita esta diáspora nas suas fileiras? Será que o binómio feia/malfeitona é uma espécie de sinistro pré-requisito de acesso ao grupo Minipreço/Dia? Será que querem diminuir propositadamente o número de clientes, para não haver filas tão grandes nas caixas? Será que nunca mais me calo...?

Genericamente, a vida é mais fácil para as pessoas bonitas. Há todo um mundo de vantagens a considerar, mais ou menos relevantes, consoante o género (masculino/feminino) em apreço. Vejamos:

-maior facilidade em encontrar parceiro com quem procriar (ou apenas uma voltinha ocasional)
-entrar nas discotecas à  borla (ou quase)
-faculdade de receber convites para jantar com o regente da cadeira (as feiosas e os gajos têm mesmo que estudar)
-participação em produções cinematográficas de alto gabarito, envolvendo arquitectos reputados
-grande popularidade junto do pessoal da construção civil
-apresentação de programas de televisão
-carreira na publicidade a vender crédito bancário ou champô
-lugar cativo naquelas festas das revistas, cheias de maricões do social (vantagem discutí­vel)

Sempre achei um piadão a essa história da "cruz terrí­vel" que é o assédio, blá, blá, blá. Tadinhas.

(1) Convém dizer "buço", porque parece mal sugerir que uma senhora tem bigode. Mesmo quando é por demais evidente que tem. E especialmente nessas ocasiões.

Um beijinho para a Susana Ramiro, companheira desta e de tantas outras transcendentes reflexões

terça-feira, novembro 04, 2003

Porque é que as caixas do Minipreço/Dia são todas feias?
(e outras reflexões avulsas sobre o ideário da beleza feminina-Parte Terceira)


Algumas aberrações saídas do mundo da música (e possivelmente, da pornografia) como a Samantha Fox fizeram as delícias da pequenada durante a década de oitenta. Cantava como um rouxinol, aquela rapariga...Isso e o facto de cobrir as latitudes peitorais com um majestoso "size 52". Vá lá, "48-biqueira larga". E não desço mais.

"-Ah, ela cantava...?" –cogita o meu caro leitor. A Sabrina era outra do mesmo género.

Aquele videoclip da rapariguita em cima do cavalo, tal e qual veio ao mundo (a Bo Derek) ajudou a trazer algum colorido às noites solitárias de muito adolescente lusitano. E às noites, acompanhadas, dos pais deles, também...Sempre dava para voar nas asas da imaginação.

"-Então, mas, ela cantava...? A Samantha Fox...?"

Estrelas de cinema e televisão como aquela galinhagem toda do "Dallas" encheram as capas das revistas dessa altura. Gente com muita saúde, diga-se. A caminho dos noventas chegam as Lindas Evangelistas, Claudias Chifre, Cindies Crawfordes, Elles MéquePhersones (minha Nossa Senhora, esta mulher...) e quando dei por mim, descambou tudo na Kate Moss...Nunca percebi a piada dessa história das modelos com corpo de adolescente subnutrido e suporte peitoral tristemente proporcional. Felizmente, essa ideia parva já está mais que moribunda.

"Mas a Samantha Fox...cantava? Agora, a sério...?

sexta-feira, outubro 31, 2003

Passe de mágica...
Faz coisa de dois mil anos, um indivíduo muito particular destacou-se por caminhar sobre as águas, ressuscitar os mortos e transformar água em vinho com maior rapidez que as adegas cooperativas da zona de Torres Vedras. O novo miracle worker da praça é o excelentíssimo candidato da lista C (1) à presidência do Glorioso, o senhor Guerra Madaleno. Se o homem consegue sacar da cartola o Rivaldo, o Rui Costa, o Júnior, onde é que este "Messias da redondinha" irá parar? Dêem-lhe espaço de manobra e o "Mandrake das sobrancelhas hirsutas" vai conseguir tirar o Cruz da cadeia, esmagar o défice público e acabar com o temível flagelo da calvície masculina.
Perdoai-lhes, Senhor, eles não sabem o que dizem...

(1) eufemismo para "coitadinho do senhor, parece uma coruja com as sobrancelhas do Álvaro Cunhal"

terça-feira, outubro 28, 2003

Porque é que as caixas do Minipreço/Dia são todas feias?
(e outras reflexões avulsas sobre o ideário da beleza feminina-parte segunda)


Os mais famosos quadros impressionistas vêm carregados dessas "Vénus de 10 arrobas", susceptíveis de dar a volta à cabeça de qualquer cavalheiro de chapéu alto e aba de grilo, a passear pelas margens do Sena. Hoje em dia, se desse a volta a alguma coisa, só poderia ser mesmo ao estômago...As primeiras pin up´s poderiam ser chamadas de tudo, menos elegantes. E não me venham com a cantiga que a elegância é um estado de espírito, mais uma ou outra mentira piedosa, dessas que enchem as páginas das revistas femininas. Aqueles rabos estavam mesmo a pedir uma placa de veículo longo. (1)

Na onda do eufemismo lipidinoso, os termos "fofinha" e "forte" escondem, não raras vezes, realidades abomináveis. O conceito de "mulher fofinha" é vulgarmente geminado com o de "balança decimal". Como se duas gotas de água se tratasse.

Sex-symbols como a Rachel Welch, Rita Hayworth e a Marilyn vêm dar outra piada à coisa. A Brigitte Bardot também não esteve nada mal, diga-se. Agora já está acabadita e resolveu virar-se para os animaizinhos. Esperemos que não faça como aquela deputada italiana, que tem uma exótica apetência pela interacção com o reino animal...
(1) Esta constatação vai direitinha em homenagem à minha afilhada Ana Fernandes

quinta-feira, outubro 23, 2003

Porque é que as operadoras de caixa do Minipreço/Dia são todas feias?
(e outras reflexões avulsas e incoerentes sobre o ideário da beleza feminina-parte I)


O conceito de beleza feminina foi coisa que mudou com maior frequência que os governos na Itália do pós-guerra. Aquelas estatuetas da Vénus de Willendorf, Milo e afins sugerem que grandes (leia-se descomunais) suportes mamários estariam directamente associados à fertilidade feminina. O conceito de "boa anca parideira" (um must destas coisas que sobreviveu de forma infame até aos nossos dias) esteve também desde sempre associado a este ideal de mais eficiente propagação da espécie. "Gordura é formosura": quem é que foi o imbecil que inventou esta...Deve ser o mesmo que achou muy formosas as senhoras da bochecha rosadinha, com certeza.

O ideal renascentista levava ao colo a mulher anafadinha e...anafadinha???!!! Ai, até dói! Os eufemismos que se inventam para suavizar uma tão triste realidade... Qualquer nú renascentista (não me atrevo a chamar-lhe artístico, porque fere a minha sensibilidade estética) apresenta uma baleia desnudada com contornos vagamante humanos, como quem implora aos céus por uma piedosa mamoplastia redutora. E se não implora, devia ter a decência de o fazer...!!!
A provocação continua no próximo espisódio. Atreva-se a comentar, Alice medrosa...

sexta-feira, outubro 17, 2003

E SE UM DIA EU ESCREVESSE QUALQUER COISA SÉRIA...?

Tem piada, como é infinitamente mais fácil confidenciar certo tipo de coisas ao Mundo, do que a uma pessoa em particular. Umazinha. É tão simples abrir uma janela para a alma, sem quaisquer controlos aduaneiros, onde qualquer estranho pode entrar, conhecer, perscrutar, remexer, tudo nos domínios indefinidos do ciberespaço. Sem compromissos, de forma impessoal. Inócua. Como é conveniente e cómodo o refúgio na multidão, diluindo-se a força de palavras tão concretas e pesadas numa espécie de tímido e inofensivo infinitésimo. Qualquer um se pode dar ao luxo de o fazer.
Até eu.
Agora, interagir com alguém que está ali a dois passos, isso é muito mais complicado. Nada tão delicado como as relações humanas e as pessoas reais. Face a face, sem o escudo protector, a coisa fia muito mais fino.
Isto do escrever –seja a palhaçada do costume ou qualquer coisa um bocadinho mais séria- tem para mim qualquer coisa de profundamente libertador. Coisas do efeito exorcizador do teclado. Diz este gajo aqui em baixo...:

"Deste modo ou daquele modo,
Conforme calha ou não calha,
Podendo às vezes dizer o que penso,
E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,
Vou escrevendo os meus versos sem querer,
Como se escrever não fosse uma coisa feita de gestos,
Como se escrever fosse uma coisa que me acontecesse
Como dar-me o sol de fora."

Poemas de Alberto Caeiro/Obras Completas de Fernando Pessoa

Hoje deu-me para isto, o que é que se há-de fazer...? Prometo que o Parque vai voltar à linha editorial do costume, dizendo mal de tudo e toda a gente. Catita. Aí, sim, já as engrenagens do Cosmos poderão voltar ao trilho do costume e tudo voltará a fazer sentido novamente. Como se quer, não é verdade?

Beijinhos e abraços para toda a imensa minoria que me lê, ouve e encara face a face...Toda.


terça-feira, outubro 14, 2003

É UMA TV PORTUGUESA, COM CERTEZA...
Hoje resolvi escrever uma letra, para terem qualquer coisa para trautear durante a tarde. A música original é aquela da "Casa Portuguesa". Silêncio, que se vai assassinar um fado...:


Letra: Minha Música: não m´alembra, tenho que ir ver

É uma TV portuguesa, é com certeza, é com certeza uma TV portuguesa

Numa casa portuguesa fica bem
Um serão frente à TV,
A gramar toda a miséria que lá vem
Como a merda do "BB"...
Fica bem, essa feliz programação,
Pró povo ficar contente.
É preciso é alegria,
Não perdoa a audiometria...
Venha share cá p´á gente!!

Refrão:
Já só falta uma novela, para fazer o quarteirão,
Mas as estopadas da Quatro são de longa duração...
Anda tudo em alvoroço, logo à noite há nomeação,
Quem quer saber dessa treta da saúde e habitação...?

É uma TV portuguesa, é com certeza, é com certeza uma TV portuguesa!!!

Já é tempo do jornal do TVI,
é uma hora de desgraça:
Cataclismos, assassínios e velhotas
Bem mais chatas que a potassa...
E o queixume da peixeira do Bolhão,
Que tem falta de dinheiro...?
Interpela o Presidente:
"É por demais evidente,
Eles querem é poleiro!!!!"

Refrão:
Subam todos para bordo da feliz composição
O Monchique é maquinista,
E o Herman, o vagão...
Como sinal de partida, dá o Fernando a "caralhada",
Quem se rala? O povo gosta...
Acha até muita piada...

É uma TV portuguesa, é com certeza, é com certeza uma TV portuguesa!!!

E "prontos", fico à espera dos comentários. No sítio do costume.