segunda-feira, janeiro 16, 2006

REI...QUÊ?

Durante a longa-metragem que é "O Cofre", o actor residente Jorge Gabriel saiu-se, hoje mesmo, com a seguinte argolada:

"-Quem escreveu a peça King Lear, Rei Leão?"

Rei Leão, ó Jorge??!! O que é que o Simba e o resto da rapaziada têm a ver para o caso?

Algures em Stratford-upon-Avon, alguém deu quinze voltas na tumba.

domingo, janeiro 15, 2006

FELIZ ANO NOVO, PARA TODOS OS LIBANESES RESIDENTES NA OTA!!!

Como já perceberam, o meu relógio interno continua desfasado do resto do mundo. Mas, mais uma vez, quero que o leitor vá pastar.

É óbvio que, retorcido que sou, seria incapaz de escrever uma postada onde, eventualmente, viesse a este púlpito desejar um feliz ano ao resto da humanidade, ou coisa parecida. Evidente que não. Deixo isso para aqueles gajos que escrevem coisas no "HI5", tais como:

"Porque nem sempre podemos dizer o k pensamos, porque nem sempre podemos fazer o k keremos, porque nem sempre o k pensamos, fazemos, i nem tudo o que fazemos ý pensado..por tudo isso te digo, XXXXX: nao te percas na objectividade uma paisagem serena, ainda que plena d beleza i com a intensidade d um azul oceanico..permite antes k te percas na magia de um sentimento apaixonado, especial, com detalhes alusivos a momentos unicos passados na companhia de kem te imagina como parte integrante de um ceu ornamentado pelas mais deslumbrantes estrelas. A subjectividade da vida surge.nos, entao, como algo bem mais importante k inquestionaveis certezas, n te parece? I por isso te peco, nao me fales da terra, do ar ou da agua...fala.me de ti... **Permite.me, ainda, k te envie um beijo numa leve brisa de uma imaginacao fertil, mas genuinamente sincera**"

Acho que nem a Carochinha caía nesta patranha, por amor de Deus!! Será que as miúdas acham piada a este rosário de tretas...?

Adiante, não foi por isso que resolvi subir a esta tribuna. Sucede que quinze dias decorridos da piela do Ano Novo (e recuperadas grande parte das faculdades mentais) a malta lá vai paulatinamente conferenciando sobre as suas "entradas", (sobre este procotolo nebuloso do "boas saídas e melhores entradas falamos noutro dia com mais tempo).

Confidenciava há pouquinho no Messenger* ao meu amigo Sérgio que a minha passagem de ano decorreu numa simpática e familiar residência em Amsterdão, onde uma amistosa tríade nórdica me chicoteou avidamente com uma tira de coiro, enquanto uma contorcionista malaia se punha habilmente de quatro e passava a língua por... ok, ok, é mentira. Foi uma coisa muito calminha num simpático lugarejo para as bandas de Leiria. Sossegadinho. Mas aquilo de Amsterdão era giro, à mesma.

Surge então a inevitável questão: "E tu, como foi"? Estava à espera de clássicos como "Dei um pulinho a Albufeira" ou mesmo "passei no Alentejo com uns amigos". Mas não, o senhor Sérgio respondeu tranquilamente:

-"Estive na casa de um libanês na Ota".

OK, um libanês...na Ota... dessa, não estava à espera. Como valor acrescentado desta inesperada revelação, fiquei ainda a saber que a comida provoca gases. Fica aqui o aviso à navegação, rapaziada: nada de levar a jovem a jantar a retaurantes deste género, sob pena de o encontro não ter direito a final feliz.


*Já agora, jovem, se tens um palminho de cara, ou dois, e mais de 18 anos, sou o pauloandresilva@hotmail.com; podes adicionar-me no Hi5 e no Messenger. E sim, estou a vender a alma ao demo.
O NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER...

"O Natal é quando um homem quiser" : foi a desculpa esfarrapada que arranjei para redigir um post natalício, já quase no fim de Janeiro. Tenham lá paciência, não encontrei outra melhor.

É sempre tão revigorante espreitar a programação natalícia, com os filmes onde entra -invariavelmente- o cão, o miúdo traquina, ou ambos. Neste caso, a TVI serviu-nos uma bela dose de "Sozinho em Casa - IV". Um filme de culto, muito provavelemente de um culto suicida.

Mas, ainda assim, previsível, para uma véspera de Natal.

Passada meia horita de anúncios, senhoras e senhores...COMMANDO!!!!!

Pois é, pois é, o nosso amigo Xevarzenéguer resolve matar os maus todos, para salvar a filha. Membros decapitados, explosões, sangue com fartura. E no meio disto tudo ainda tem tempo para bater um belo coiro à mulatinha. Desenrascado, o gajo.

Enfim, tudo o que se espera ver na TV, na rampa de lançamento para o bacalhau da Consoada.


Mais à noitinha, já com o Menino Jesus a meio caminho, a publicidade centrou-se naqueles anúncios do "envia SEXY para o 4002 e recebe uma eslava nua e com pinta de badalhoca no tem telemóvel!!".

Quem viu "SEXY", viu também "INDECENTE" ou mesmo "VIRGEM". Já agora, o anúncio da "VIRGEM" fez furor lá por casa: a imagem associada era a de três jovens desnudadas (com o rótulo "Badalhoca" dado pela própria APCER) a fazerem um simpático "comboio".

Tocou-me o coração, ver todo aquele calor humano e amor ao próximo. Neste caso concreto, à maquinista. A tradição ainda é o que era.




quarta-feira, dezembro 21, 2005

ON...QUÊ?

Graças à recente compra de casa, tenho-me tornado um frequentador assíduo de tudo o que é repartição pública. Horas e horas de filas, senhas e convívio com mulheres de meia-idade mal encaradas, genericamente falando.

Uma miséria.

Hoje, no entanto, nem me importei nada de faze
r a minha peregrinaçãozinha diária às Finanças. E porquê?

À entrada para esse purgatório dos contribuintes, calhou casualmente a escutar uma breve conversa entre dois cavalheiros na casa dos cinquenta, mais coisa, menos coisa. Importa reter a seguinte frase, citando fielmente um dos interlocutores:

" - (...) epá, o filme é mêmo bom, o Oncongue
! Aquele do macaco!"

"Oncongue"...? Será que ele queria dizer "Hong Kong"? De qualquer forma, desconfio que não apanhou bem a essência da coisa. A culpa é desses intelectuais de meia-tigela e das suas histórias cheias de complicação.

terça-feira, dezembro 20, 2005

O MELHOR DO MUNDO SÃO AS CRIANÇAS...

Tem lá paciência, mas o "Noddy" não passa de uma espécie de "Pinóquio" gayzola, ainda mais abichanado que o produto original. Desculpa, Gonçalo, mas alguém tinha que o dizer. Já agora, o Pai Natal não existe e a "Fada dos Dentes" não é mais que a senhora tua progenitora.

E pronto, caro leitor, acabei de ganhar um inimigo de estimação. Tem 2 anos e o resto da vida para me mandar para o c#$%&5$. Devo dizer que já o vai fazendo com alguma perfeição, não obstante as suas compreensíveis limitações de expressão.

Mas nestas coisas, como em tudo na vida, o que conta é a intenção.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

PROIBIDO ESTACIONAR

As notícias que vieram ontem a lume sobre o "Gang dos Velhos" obrigaram-me a postar sobre a problemática dos septuagenários que estacionam ao lado das passadeiras. Podem não traficar armas, como os seus camaradas de Barcelos, mas há aqui matéria para caso de polícia.

O problema revelou-se em toda a sua amplitude um destes dias, quando já estava atrasado para o emprego.
Sucede que ali para os lados da Estefânia há um esquadrão de velhinhos que tem como missão ludibriar o incauto automobilista, fazendo-o crer que têm intenção de atravessar a passadeira. Mas não!?!?!?!?! Nunca!!!!!!
O modus operandi desta nefanda quadrilha tem o seu quê de turtuosa simplicidade:

#1 Trazer o "banquinho-à-peregrino" e a lancheira com a sandes de atum para o ponto "X"
#2 Abancar
#3 Esperar que a vítima abrande
#4 Acenar, com sorriso amistoso, e mandar prosseguir

OK, é um facto que eles não se sentam literalmente ao lado das passadeiras; mas pouco falta!!!!!! Cá o imbecil vai progressivamente abrandando como quem diz: "Olha ali um inocente pedestre velhinho que pretende atravessar para o outro lado. Que ternura! Vou já calcar o pedal do travão, para aquela simpática criatura poder alcançar o outro lado da via em máxima segurança!"
Atenção, caros automobilistas!! É um engodo!!! Cuidado!! Um tipo abranda e quando chega ao local do crimel, a resposta é invariavelmente um aceno do género "Siga! Siga! Estou só aqui plantado na calçada a dar milho aos pombos. Não tenho a mínima intenção de atravessar. Que ideia foi essa, ó senhor condutor Siga, siga!!"

C&#$##$ dos velhos. Devia haver uma lei.

sábado, dezembro 10, 2005

SANGUE DO MEU SANGUE...

Isso do Dakar, Camel Trophy e outras paneleirices é coisa de meninos. Aventura em estado puro é arriscar uma incursão no centro Vasco da Gama num feriado, a meia dúzia de dias do Natal. Isso sim, é para homens de barba rija.
Pois é, tive a imbecil ideia de combinar um mitingue com os meus primos nessa bendita superfície comercial. Por razões que vão compreender mais à frente, vou-me abster de revelar os seus nomes.

O grupo excursionista estava atrasado, pelo que resolvi ir ao Continente comprar qualquer coisa para comer. Até nem havia fila (pasme-se!!) pelo que foi trigo limpo. Aprochego-me da caixa e quem me calha na "menos de 15 unidades" é um jovem aí para os sub-20, a quem a acne atacou sem dó nem piedade.

O (surreal) diálogo segue dentro de momentos. Espera...o surreal monólogo segue dentro de momentos:

(caixa maltratado pela acne) - "Vai desejar saco?"

(eu ) - "Não, obrigado."

(caixa maltratado pela acne) - "Isto hoje está cheio de gajas boas!! Esteve aí uma escola, era só modelos! Tão boas!! E um gajo que não pode sair daqui!!

(eu ) - "Pois...Então...boa sorte..."

E foi assim, sem tirar nem pôr. Não vale a pena inventar histórias e teorias para alimentar o blogue: basta sair à rua.

Mas o dia ainda estava longe de acabar. Ainda a digerir o insólito episódio, dirijo-me para o local combinado para o enternecedor encontro familiar. Sei de antemão que o meu primo "X" vem acompanhado da sua nova aquisição. Descobri depois que o termo "aquisição" não estava muito da verdade...

Vejo-os aproximar lentamente, como nos filmes americanos. À frente dos dois vinha uma jovem que dava ares de alternadeira, um ou dois metros mais adiante. Dava ares, não: dava aí um ciclone tropical anónimo, três "El Niño" e meia dúzia de "Katrinas", pelo menos. Nem liguei.

Estabeleço então contacto visual com a famíliam, que prontamente estuga o passo na minha direcção. Segue-se o rosário de ternuras e mimos entre familiares de longa data:

-Olha, o cabrão do "X"!!
- Eis se não é o paneleiro do "Y"!!

E por aí fora. Paremos por aqui antes que comece a choramingar.

Chega então o momento da verdade. Eu procuro pela suposta nova aquisição do primo "X", mas à minha frente só está a tal jovem mencionada em cima. Não, não podia ser...Qualquer coisa me estava a escapar, com certeza.

"-Ah..." , diz o primo "X","...esta é a "Z"...

Bingo. Nem mais. Era ela, "a tal". Não vou dizer "The One", porque isso já seria atentado ao pudor. O putanheiro do meu primo andava então a "sair" com uma jovem que conhecera num bar da especialidade.

Fomos jantar, os quatro, ali para as bandas do Parque das Nações. O restaurante, brasileiro, para que a nossa cara conviva se sintisse em casa.

Eu que até sou um indivíduo particularmente sensível e compreensivo com a típica "conversa de gaja", fiquei particularmente deleitado com a palestra da jovem sobre astrologia. Feitas as contas era aquariana, e há muita coisa para dizer sobre os aquarianos. Muita, e extremamente interessante.

Quando os "pombinhos" se ausentaram para lavar as mãos (espero que tenha sido mesmo para isso) inquiri o restante interlocutor sobre a natureza curiosa daquela bonita relação.

"-Sim, conheceu-a num bar de alterne", confirmou-me sacudindo os ombros.

"Fofinha" para aqui, "Fofinha" para ali. E um "caralho" ocasional, para temperar. Que não faz senão mal para apimentar uma amena cavaqueira. Quando a jovem se ausentou para ir aos lavabos, o "Fofinha" transformou-se num sonoro "esta puta" enquanto o diabo esfrega um olho. A extraordinária metamorfose aconteceu mais uma vez: "Então, Fofinha", demoraste tanto...?"

Durante o jantar a jovem atende para cima de meia dúzia de chamadas. Curiosamente, todas de homens. O meu primo pagou o jantar à rapariga, claro está. E segundo me foi dado a conhecer, o mesmo tem acontecido com grande frequência.

Menos mal: a picanha estava uma maravilha.

Já de regresso ao carro, o telemóvel da jovem tocou mais uma ver. Pasme-se, era outro gajo...!!! O meu primo passeava então a rosa que oferecera, prova do seu romantismo inquestionável. Os seguintes 20 minutos foram algo de particularmente delicioso: o meu primo ponderava as várias possíveis utilizações a dar ao "caralho da rosa", enquanto a sua "amada" ia animadamente dando música ao telefone.

Eu lá fui para o parque buscar o carro, e sei que a chamada continuou. Até quando, não sei. E pronto, foi assim que passei uma parte do feriado. Religioso, por sinal.

domingo, dezembro 04, 2005

IT´S A KIND OF MAGIC...

Dizia-me uma querida amiga que "Não interessa o tamanho da varinha, mas sim a sua magia".
Ora bolas! Quer dizer que de nada me vale carregar na virilha esta desmesuradamente avantajada dádiva celeste, mesmo considerando o padrão africano.

Vou ter que falar com o Luis de Matos, sendo assim.

domingo, novembro 27, 2005

Volta, amigo Mengele, estás perdoado...

Ontem à noite houve jantarada do trabalho, estando presentes dignos membros do corpo expedicionário à já lendária Punhete. Mas isso agora não interessa. Essencialmente, atiraram-me às trombas o facto de andar a desmazelar vergonhosamente a minha actividade publicista. E com razão, diga-se, pelo que resolvi fazer qualquer coisa quanto a isso.

Por obra do acaso, dei por mim a mirar uma ficha de trabalho de Biologia do 12º ano, coisas do meu irmão mais novo (o famoso "Fofinho", já referido em postada anterior). Sucede que a referida ficha tratava da problemática dos genes, cruzamentos e coisas do género. Leigo que sou, dei por mim a adivinhar sobre a resposta a uma ou duas das questões ali aventadas.

Havia ali uma desconfortável pontinha de eugenia recalcada, nas perguntas que inquiriam sobre o resultado do cruzamento entre "mulher portadora de hemofilia e sem raquitismo casar com um homem não hemofílico mas com raquitismo, que probabilidade têm de vir a ter?

- filhas com raquitismo vitamínico-resistente, mas não hemofílicas
- filhas com raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicas
- filhas normais para as duas características
- filhos com raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicos
- filhos sem raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicos
- filhos normais para as duas características

Não faço ideia. Acho que era melhor mas é adoptarem um cachopo ou dois e ponto final.

Resolvi então procurar um problema um pouquinho mais simples. Afinal de contas, não é preciso saber muito da matéria que se tem em mãos: basta saber contornar o problema e evitar qualquer espécie de objectividade na resposta. Aprendi isso com o engenheiro Guterres há algumas legislaturas atrás.

Isto vai lá com um bocadinho de bom senso e uma pitada de intuição masculina, pensei eu. Não pode ser assim tão difícil. Vejamos:

"Se cruzássemos rabanetes ovais com rabanetes redondos, qual seria a proporção fenotípica esperada na descendência?"

R: Isso não interessa nada. O distinto rabanete oval é por demais mal empregue para qualquer flausina redonda e roliça, como toda a gente sabe. Esse tal do fenótipo que meta o rabanete redondo...

quarta-feira, outubro 26, 2005

GET A GRIPE...

Descobri recentemente que a Alemanha é o país da Europa onde existe menos actividade do foro horizontal: então não é que pelo simples afogar de meia dúzia de gansos numa terreola qualquer, isso salta logo para as primeiras páginas, como se fosse o fim do mundo..??!!

Volta, Tomás, estás perdoado.

quarta-feira, outubro 19, 2005

ZAROLHO, DEPOIS DE PUNHETE...

Sábado passado rumei a Constância, integrado num grupo excursionista lá do trabalho.
Uma das referências da simpática vila é a ligação a Camões, onde, rezam as trovas, se perdeu de amores por uma cachopa lá da terra. Até aqui, nada de mais: o gajo inventava uma nova paixão de cada vez que ia mijar. Tudo bem, é pacífico.
Já não me lembro do nome da jovem, o que interessa é que a coisa deu azo a versalhada camoniana e afins, ligando eternamente aquelas paragens ao nosso zarolho de estimação.
Inscritas na estátua do Poeta, com uma agradável vista para o rio, podem ler-se uma catrefada de datas marcantes da sua biografia e da história da vila. Pois então, toca de ler aquilo com grande atenção, até porque estava a decorrer um jogo com pistas e perguntas, pelo que convinha não perder o fio à meada.
Sucedeu no entanto que, no meio de tanta preciosa informação, houve uma jóia reluzente que saltou à vista dos meus doutos companheiros de jornada: Constância, outrora Punhete.
Sim, isso mesmo que estão a ler: até 1836 era esse o nome da terra.
A partir daí, o bucólico banho cultural descambou completamente num furioso tornado de piadas e trocadilhos temáticos: passámos pelo "Punhete F.C", pela Associação dos Caçadores Punheteiros, pela escola de samba "Unidos de Punhete", ou mesmo pelo grupo de apoio social local "Dá a Mão a Punhete!"...
Pois é, caro leitor, não terá sido no Oriente que o Poeta cegou o olho: foi à beira-tejo, num trágico acidente, a escamar o besugo. Zarolho, só depois de Punhete.

segunda-feira, outubro 17, 2005

POR FALAR EM IDIOTICE...

Depois daquela do "Envia exta sms para 10 amigos 91", eis senão quando sou assediado por mais uma pérola do mesmo calibre, desta feita por e-mail.
Sucede que sou diariamente bombardeado com um mail onde aparece uma infeliz criança queimada onde, pasme-se, por cada Fw: daquela tanga reverteriam 3 cêntimos para ajudar a pobre criatura.
O mais grave é que a grande maioria dos meus amigos que mandam isto chega a ter mais que a 4º classe! Dá para acreditar...?
Os meus contactos já deviam saber o tratamento que dou a toda e qualquer corrente, particularmente se incluir cãezinhos ou gatinhos: lixo com ela.
Lixo, não: eu reciclo. Sou um gajo amigo do ambiente.

sexta-feira, outubro 14, 2005

PROBLEMAS DE "MOTOR"...

Lê-se hoje na secção "Desporto" do www.portugalmail.pt:

"Tiago Monteiro pode receber motor novo"

Esta notícia encheu de alegria a sua namorada, já agastada com a sucessão de "corridas interrompidas" lá por casa...

quinta-feira, outubro 13, 2005

ENVIA ESTA IDIOTICE PARA 10 AMIGOS...

A minha afilhada enviou-me hoje esta mensagem escrita para o telemóvel:

"Envia exta SMS para 10 amigos 91 e ganha 10:00"

Quatro breves notas:

- a minha afilhada tem mais de 7 anos de idade; na verdade, tem quase 30, pois é afilhada de casamento

- a pita que criou esta corrente nem se deu ao trabalho de escrever "esta" como deve ser, para, pelo menos, tentar dar alguma credibilidade à coisa

- "ganha 10:00"...? Bem, para um gajo à espera da chamada milagrosa no "corredor da morte", até é capaz de dar jeito...

- as pessoas que vão nesta cantiga também acreditam que o Bibi está inocente, que a Fátima Felgueiras vai ser canonizada e que o Castelo Branco mija de pé

quarta-feira, outubro 12, 2005

DIA DE CÃO...

Hoje foi um daqueles dias, um desses que aparece no dicionário como frontispício da definição de "dia de bosta". Mas isso fica para outra jornada.
Estava eu a queixar-me da arbitrariedade errática do Cosmos (em geral) e das miúdas (em particular) quando me deparei com a lista de pesquisas que me vieram calhar ao "Park" nos últimos dias. Pus-me então a pensar no perfil das aves raras que, efectivamente, quiseram procurar informação sobre aqueles temas. Vejamos:


- "tony carreira gay" (paneleiro à caça)
- "como tirar calosidades dos pés" (não quero comentar)
- "letras da Tonicha" (saudosistas dos loucos anos eitis)
- "tudo sobre o burro mirandês" (paneleiro à procura de caça grossa)
- "a vida de tony carreira" (mulher com bigode farfalhudo e acesso à Net)
- "rede tuning" (bimbo clássico)
- "subaru picanços" (bimbo que almeja subir na hierarquia)
- "corridas+picanços" (bimbo clássico sem grandes ambições)
- "como acontece o acasalamento de cobras" (fetichista exótico)
- "Batatoon porrada" (amigo do peito do fetichista exótico)


Já me sinto muito melhor.

domingo, outubro 09, 2005

NADA DE NOVO NA FRENTE SETENTRIONAL...

Vi hoje no "2010" uma reportagem sobre os "World Cyber Games", a decorrer no Estádio do Dragão. Uma competição à séria, com o fim de apurar os representantes portugueses para o circuito mundial dessa espécie de jogos.
Uma das atracções foi um "macho-alfa" sueco, que, rezam as crónicas, nunca foi batido num jogo qualquer que é a sua especialidade. Uma coisa importante, obviamente.
Ao mesmo tempo, no mesmo local, com os mesmos indivíduos, a organização esforçou-se por reunir gente suficiente para tentar bater um recorde do Guiness, na categoria "Maior Concentração de Punheteiros Adeptos do Futebol Clube do Porto por Metro Quadrado".
Foi por uma nesga. Raisparta...Tentam outra vez na próxima jornada, contra o Glorioso, já com o estádio cheio.

domingo, outubro 02, 2005

GOSTO DA PUBLICIDADE COMO ELA DEVE SER...

Na minha humilde opinião, a publicidade da TMN nunca foi grande coisa.
Como exemplo acabado, anúncio do "Mimo" sempre me suscitou uma grande vontade de pontapear aquela personagem ridícula da camisolita azul e branca, muito mais do que levar-me a adquirir "tijolo" que era o telemóvel típico naquela altura.
A coisa não melhorou com o tempo, infelizmente.
Recordo-me mais recentemente de um dos anúncios mais estúpidos da história da publicidade: "Maré de preços baixos", onde um mergulhador completamente artilhado passeava alegremente com a água pelos tornozelos. De levar às lágrimas.
Safou-se a penúltima campanha com o gajo da rasta. Giro, esse.
Agora, esta miserável campanha por trás da mudança de imagem...Dasse!!!
Achei um bocado estranho quando vi todos os jornais do dia com a capa azul. "Deve ser o "Dia Mundial de Qualquer Coisa", pensei cá para comigo. Quando o assunto veio à baila na hora do café, um colega lá fez o favor de esclarecer esta alma ignorante, explicando-me que era a nova imagem da TMN: um "T" foleiro a, presumivelmente, fazer lembrar uma figura humana de braços abertos. Fraquinho!!! O fundo "azul-Barclays" não tem nada de original e o "Têzito" faz lembrar aquele primeiro projecto do logo para o Euro, que demorou cerca de três minutos a criar...
Que raio de ideia foi essa do "Gostamos da vida como ela é"? Não gostamos nada, pôrra!!! Eu não quero ir para o trabalho e ver todos os dias um gajo qualquer de calças pelos tornozelos, a arrear o calhau: "Gostamos de comida indiana"!!! Que raio de ideia foi esta!!!????
Outra pérola é esse do "Gostamos de fotos desfocadas": basicamente, mostra um par de matrafonas (pesando 10 arrobas/cada) divertindo-se à grande enquanto dão um pézinho de dança. Então, pá!!!?? Tá tudo parvo, ou quê???!!! E as miúdas giras, que é delas!!!

Concludindo, para ver mulheres gordas e malfeitonas, já tenho a vida real. Não preciso que a TMN as exiba sem pudor nas paragens de autocarro.


domingo, julho 17, 2005

"OH CAPTAIN, MY CAPTAIN"...

Numa destas noites de passeio pela capital, dei comigo e com o resto da comitiva a analisar mais um capítulo da "Guerra dos Cartazes" lisboeta. Neste episódio particular, o Capitão Luke Carmona diz-nos que vai deitar "Mãos à obra", de manga direita arregaçada e olhar de homem decidido a agir, como se de um anúncio a "after-shave" se tratasse.

"Mãos à obra", mas para fazer o quê? A peculiar pose do edil só levanta três hipóteses:

a) vai enfrentar o Lado Esquerdo da Força com o próprio punho
a) vai ajudar uma vaca a parir
b) vai doar meia dúzia de gotas do seu património genético a um Banco da especialidade.


Seja como for, é de homem.

Beijos para a fiel leitora M.S., companheira nesta e noutras tantas reflexões importantes.

terça-feira, julho 12, 2005

ADULTOS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS...

Não há nada mais arreliante que um passatempo. Que o diga o meu amigo "Joel". Chamemos-lhe "Joel", para não ser identificado na rua, ok?

Aconteceu que no cafézinho pós-almoço dominical foram lançados para a mesa meia dúzia de enigmas numéricos, desses de fazer torrar a paciência a, quem como eu, tem a capacidade para raciocínio abstracto de um siamês. Dos mais lerdos.

O problema consistia no seguinte:
Temos nove bolas em jogo, sendo que uma delas é mais pesada que todas as restantes. Podemos fazer duas pesagens (numa balança à antiga, com dois pratos). Qual é a mais pesada?

Sem mais demoras, a solução passa por dividirmos as bolas em TRÊS grupos de TRÊS bolas e começar a partir daí, três a três na primeira pesagem.

O meu amigo "Joel" (por sinal, ilustre professor universitário) deitou logo mente à obra e avançou sem temor para o primeiro obstáculo:

"-Isto é muito simples" - afirmou com a convicção e autoridade próprias de um soldado da GNR de Albufeira a entrar na adega de um empreiteiro.
"Pomos QUATRO num prato e QUATRO no outro e sobra uma" - continuou. "Se os pratos estiverem equilibrados, a que ficou de fora é a mais pesada, obviamente."

Pois...até aqui, todos de acordo. A história continua. O nosso "Joel" vai entretanto articulando raciocínios cada vez mais elaborados:

"Estamos perante um logaritmo de base 2" -continuou maravilhando as massas boquiabertas. "Isto seria verdade, se estivéssemos a trabalhar com linguagem binária" - acrescentou ainda com inequívoca propriedade.

Porém, como peixe apanhado na rede, o seu esforço é vão. Debate-se furiosamente na malha do seu raciocínio, como se de um tubarão encurralado se tratasse. Tentou,
à desgarrada, bombardear o problema com quilos de teoremas, corolários e axiomas, como se de uma Amália regressada do Além se tratasse, inexplicavelmente possuída por uma vontade louca de fazer contas de cabeça.

A coisa foi-se arrastando, de forma agonizante, até que um dos intervenientes ventilou acidentalmente a resposta, dando por terminada a querela. Mas a coisa não ficou por aqui. Seguiu-se outro problem, sucedendo que o nosso herói resolveu embirrar com o enunciado do problema, desta feita exigindo uma clarificação sobre o significado do verbo "mexer".

Depois de meia dúzia de tentativas de resolução, exclama já com o rosto já rubro:

"-Tens a certeza que o enunciado está bem?
Isto não pode ser assim!". Mas podia. E era.

No seguimento deste episódio, fecho a postada com uma tira do "Calvin": acampando com a família nas férias, o jovem passa todo o dia a arreliar os pais com questões irrelevantes, enquanto estes tentam, em vão, pintar um quadro, ou, simplesmente, ler o jornal em paz e sossego.

"-Desaparece, Calvin!!" - vocifera a mãe, já completamente farta das interrupções constantes.

Conclui o jovem no alto da sua sabedoria:

"Os passatempos deixam os adultos muito nervosos".

Está visto que é verdade.







domingo, julho 03, 2005

MUITA PARRA, POUCA UVA...

Aproveitando a minha inesperada visita ao consultório, a médica de família aproveitou para me mandar testar todos e mais alguns dos mais longínquos recantos do corpo. Quer dizer, todos, não: há por aí mundos remotos onde não tem nada que entrar sonda, seja espacial, ou de outro tipo qualquer...

Em abono da verdade, já não metia lá os pés fazia um certo tempo. Falámos de tudo e mais alguma coisa que se passou neste longo interregno: a queda do Muro de Berlim, o tempo em que o Herman tinha piada e ainda se esforçava por disfarçar a panasquice, a barba do Jorge Coelho, etc, etc, etc... Enfim, coisas que já lá vão.

Abandonei o consultório munido de duas resmas de papel verde-e-branco. Estavam ali acotoveladas credenciais que me permitiam saber novas dos meus colesteróis, verificar a minha reacção à não-sei-quantos-tropina e adquirir parcelas de terreno em Marte a preços módicos.

A meio destes Doze Trabalhos, saiu-me na rifa o mítico Electrocardiograma.

Nunca me tinha sujeitado a semelhante coisa, pelo que a expectativa era grande. Já me estava a ver rodeado de coisas obscuras como um "monitor de sinais vitais", ecrãs LCD nas paredes com fios de várias cores e feitios. Esmagado pelo manancial tecnológico disposto na sala, seria então ligado dos pés à cabeça com eléctrodos e seguidamente amarrado por duas enfermeiras nórdicas insaciáveis que...´pera lá, já estou a misturar as histórias, é o que é.

Estava eu a dizer que imaginava uma enfermeira, que, num tom de voz quente e meigo, fazia os possíveis para me acalmar e preparar para uma experiência capaz de fazer tremer qualquer marujo de barba rija.

Isso imaginava eu. Eis o que realmente aconteceu:

Uma senhora bestialmente apessoada (coisa aí para 10 arrobas, mais ou menos) e mal encarada fez-me meia dúzia de perguntas, mandou-me despir da cintura para cima e deitar-me numa marquesa, de peito virado para o tecto. Espetou-me meia dúzia de ventosas embebidas em gel pelo peito acima, pôs-me uma espécie de molas da roupa XL nos pés e...acabou. Passados 30 segundos, a nossa relação terminou.

"-Tem papel na mesa, se quiser limpar isso..." - disse ela sem pontinha de sentimento na voz.

Levantei-me, limpei a substância viscosa que me besuntava o torso e vesti timidamente o farrapito que havia trazido. Apercebi-me que fora apenas mais um naquela marquesa. E nem sequer um beijo levei.

A vida segue dentro de momentos.