ALGUÉM ME ESCLARECE, POR FAVOR?
Concretamente, o que é que se aprende num Tribunal de Instrução Criminal...?
domingo, março 26, 2006
sábado, março 25, 2006
SERVIÇO PÚBLICO
Noticiava ontem o nosso "Correio" de estimação, em manchete:
"TESTE RÁPIDO À DROGA PARA CONDUTORES"
Ao que parece, as forças da lei agora já avaliam a "mercadoria" gratuitamente, no local, e rapidinho: valor de mercado, grau de pureza, etc, etc, etc...
Bela ideia, não vá um gajo ser enganado pelo aldrabão do fornecedor.
Noticiava ontem o nosso "Correio" de estimação, em manchete:
"TESTE RÁPIDO À DROGA PARA CONDUTORES"
Ao que parece, as forças da lei agora já avaliam a "mercadoria" gratuitamente, no local, e rapidinho: valor de mercado, grau de pureza, etc, etc, etc...
Bela ideia, não vá um gajo ser enganado pelo aldrabão do fornecedor.
quinta-feira, março 23, 2006
NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO...
Tenho andado entretido a debulhar uma enciclopédia ("The Ultimate", a fazer fé no autor) de mitologia. Gosto daqueles dramalhões, da rebaldaria de primeira, onde nem os animaizinhos se safam. Enfim, como qualquer apreciador da cultura clássica, não é verdade?
No entanto, há uma lenda que me cativa em particular. É a bonita história de um rapazola chamado Jasão a quem foi incumbida a missão de realizar quatro tarefas (supostamente) impossíveis a um ser humano. A saber:
No final desta extenuante comezaina, o nosso herói alcançaria então o desejado troféu: a Tosão de Ouro.
E pronto, é basicamente isto. Mais coisa, menos coisa. Se não acreditam, comprem vocês o livro.
Tenho andado entretido a debulhar uma enciclopédia ("The Ultimate", a fazer fé no autor) de mitologia. Gosto daqueles dramalhões, da rebaldaria de primeira, onde nem os animaizinhos se safam. Enfim, como qualquer apreciador da cultura clássica, não é verdade?
No entanto, há uma lenda que me cativa em particular. É a bonita história de um rapazola chamado Jasão a quem foi incumbida a missão de realizar quatro tarefas (supostamente) impossíveis a um ser humano. A saber:
- emborcar um camião-cisterna de chá de pau de cabinda
- mamar cinco dúzia de caixas de Viagra
- aviar dez alguidares de ostras
- aviar igualmente oito pares de testículos de cachalote (devidamente condimentados com pimenta e açafrão)
No final desta extenuante comezaina, o nosso herói alcançaria então o desejado troféu: a Tosão de Ouro.
E pronto, é basicamente isto. Mais coisa, menos coisa. Se não acreditam, comprem vocês o livro.
sábado, fevereiro 25, 2006
domingo, fevereiro 12, 2006
MOMENTO DE POESIA...
Todos os dias recebo meia dúzia de mails onde me convidam a aumentar o tamanho do animal. É um gesto simpático, até porque se podia dar o caso de eu efectivamente precisar. Obrigadinho.
No entanto, no meio da batelada dominical, houve um deles que me prendeu a atenção:
"IF YOU WANT TO BE ALL RIGHT,
FUCK YOUR LADY EVERY NIGHT!
IF TOU WANT TO BE OK,
FUCK YOUR LADY EVERY DAY!!!"
Bonito.
Todos os dias recebo meia dúzia de mails onde me convidam a aumentar o tamanho do animal. É um gesto simpático, até porque se podia dar o caso de eu efectivamente precisar. Obrigadinho.
No entanto, no meio da batelada dominical, houve um deles que me prendeu a atenção:
"IF YOU WANT TO BE ALL RIGHT,
FUCK YOUR LADY EVERY NIGHT!
IF TOU WANT TO BE OK,
FUCK YOUR LADY EVERY DAY!!!"
Bonito.
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
PRAZERES OBSCUROS...
Todos os dias passo pela Radial de Benfica no caminho para o trabalho. Fazendo fronteira entre o arvoredo do Monsanto e a estrada há uma linguazinha de "tartan", parte de um corredor para desportistas que circunda todo o parque. Ora a pé, ora de bicicleta, há sempre alguém naquele jardim com vista para o betão de Benfica, paredes meias com as faixas de rodagem.
É uma boa ideia, sem dúvida: nada como uma boa lufada de fumo no trombil, para começar ou acabar o dia em beleza.
Ainda assim, apesar das contra-indicações óbvias, há atrasados mentais que conseguem fazer bem pior. Lá calha, de vez em quando, mirar ou outro imbecil a correr descansadamente no IC19. Ah! Mas munido do colete reflector, que resolveu subtrair temporariamente ao banco do condutor do seu próprio automóvel. Mente capto em corpo são.
Todos os dias passo pela Radial de Benfica no caminho para o trabalho. Fazendo fronteira entre o arvoredo do Monsanto e a estrada há uma linguazinha de "tartan", parte de um corredor para desportistas que circunda todo o parque. Ora a pé, ora de bicicleta, há sempre alguém naquele jardim com vista para o betão de Benfica, paredes meias com as faixas de rodagem.
É uma boa ideia, sem dúvida: nada como uma boa lufada de fumo no trombil, para começar ou acabar o dia em beleza.
Ainda assim, apesar das contra-indicações óbvias, há atrasados mentais que conseguem fazer bem pior. Lá calha, de vez em quando, mirar ou outro imbecil a correr descansadamente no IC19. Ah! Mas munido do colete reflector, que resolveu subtrair temporariamente ao banco do condutor do seu próprio automóvel. Mente capto em corpo são.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
quarta-feira, janeiro 25, 2006
EU É QUE SOU O MAIS PODEROSO!!
Sábado, 07H50. Infalivelmente, esta é a hora de acordar, quer tenha havido, ou não, noitada. O motivo? Futebol às 09h00, no pavilhão de Nafarros, Sintra.
Gosto de tomar o pequeno-almoço bem devagar, ruminando o cereal embalado por um zapping matinal. Aquela hora, pasme-se, não há nada de jeito na televisão... No "História" repetem o programa da noite anterior, sempre com aquele gajo careca que gosta de pegar no espadalhão de toda a gente. E fazer umas palhaçadas pelo caminho. O Peter-Não-sei-quê.
Não há grande volta a dar. Na "SIC Comédia" passam as reposições das coisas mais ranhositas que já passaram por cá: a adaptação de "Cuidado com as aparências", numa medonha versão nacional. Arrepiante. Ou então apanho o Fernando Rocha, que me dá os bons dias com a sua "carXXXXXda", a imagem de marca do artista. Um mimo.
Incontornavelmente, acabo por ir parar à bonecada. E gosto: nada como as taradices do "Tartaruga Genial" para um gajo se sentir bem logo pela manhã!
Descobri agora uma série nova, onde uns putos altamente cagões jogam ao pião. Estaria aqui, de forma algo resumida, a essência da história. Sim, parece-me que está tudo. No entanto, não sei como o conseguem, mas os japoneses transformam estas duas linhas de argumento numa epopeia com dezenas de episódios.
Pião!! Os putos jogam ao pião...!!! E pouco mais.
Lá arranjaram para compôr uns torneios mundiais, (sempre o Bem contra o Mal), piões às cores de onde saiem dragões ameaçadores, uma espécie de "banheira oficial" que serve como terreno para s contendas e uns penteados às cores que parecem ter saído de uma noite particularmente mal dormida desse grande bichola que é o Eduardo Beauté.
E se aquilo dura...
A coisa faz lembrar o "Torneio de Artes Marciais" do Dragonball, pelo menos no que toca à fanfarronice das personagens. Cada qual é mais poderoso que o seu adversário. Pôrra! Tanto poder junto até faz confusão!!
Há inclusivamente uns gajos que estudam o piãozito dos adversários num computador com mais luzes que a árvore de Natal do Terreiro do Paço. Todos inventam uma técnica secreta extraordinária, que revelam no preciso instante em que a batalha já parecia mais que perdida, técnica essa aprendida na tenra infância, num qualquer mosteiro milenar do pião. Na hora que estão prestes a comer com a misericordiosa malha de porrada, lembram-se miraculosamente dos doutos ensinamentos do sensei.
Mas, técnica como deve ser, tem-na o célebre Tsubasa, virtuosíssimo tratador da redondinha. O seu "chuto falcão", que levava a bola à estratosfera e a fazia descer vertiginosamente até à baliza, é uma referência nestas coisas dos desenhos animados japoneses. O gajo fintava, sem grande chatice, toda a equipa adversária. E ainda lhe sobrava tempo para ir comer uma bifana ao bar do estádio e fintar dois ou três gajos na casa de banho. Lembro-me de jogadas históricas, coisa aí para duas horas de suspense absolutamente proibido a cardíacos. Mas...e quanto aos golos? Havia um aí de 6 em 6 episódios. Depois venham-me cá falar nas míticas "super defesas" italianas. Grande coisa.
O guarda-redes (que trabalhava num circo em part-time, com certeza) apoiava-se com os pés num poste, para poder voar (literalmente, voar) até à outra extremidade da baliza. Vôo esse, coisa aí para 4 episódios. Medida grande.
E pronto. Vou continuar a sintonizar a bonecada aos Sábados de madrugada, esperando ansiosamente as próximas novidades. Dou-lhe uns meses até que inventem uma guerra sangrenta entre clãs de putos maltrapilhos que jogam ao berlinde. Mas com muito estilo.
Sábado, 07H50. Infalivelmente, esta é a hora de acordar, quer tenha havido, ou não, noitada. O motivo? Futebol às 09h00, no pavilhão de Nafarros, Sintra.
Gosto de tomar o pequeno-almoço bem devagar, ruminando o cereal embalado por um zapping matinal. Aquela hora, pasme-se, não há nada de jeito na televisão... No "História" repetem o programa da noite anterior, sempre com aquele gajo careca que gosta de pegar no espadalhão de toda a gente. E fazer umas palhaçadas pelo caminho. O Peter-Não-sei-quê.
Não há grande volta a dar. Na "SIC Comédia" passam as reposições das coisas mais ranhositas que já passaram por cá: a adaptação de "Cuidado com as aparências", numa medonha versão nacional. Arrepiante. Ou então apanho o Fernando Rocha, que me dá os bons dias com a sua "carXXXXXda", a imagem de marca do artista. Um mimo.
Incontornavelmente, acabo por ir parar à bonecada. E gosto: nada como as taradices do "Tartaruga Genial" para um gajo se sentir bem logo pela manhã!
Descobri agora uma série nova, onde uns putos altamente cagões jogam ao pião. Estaria aqui, de forma algo resumida, a essência da história. Sim, parece-me que está tudo. No entanto, não sei como o conseguem, mas os japoneses transformam estas duas linhas de argumento numa epopeia com dezenas de episódios.
Pião!! Os putos jogam ao pião...!!! E pouco mais.
Lá arranjaram para compôr uns torneios mundiais, (sempre o Bem contra o Mal), piões às cores de onde saiem dragões ameaçadores, uma espécie de "banheira oficial" que serve como terreno para s contendas e uns penteados às cores que parecem ter saído de uma noite particularmente mal dormida desse grande bichola que é o Eduardo Beauté.
E se aquilo dura...
A coisa faz lembrar o "Torneio de Artes Marciais" do Dragonball, pelo menos no que toca à fanfarronice das personagens. Cada qual é mais poderoso que o seu adversário. Pôrra! Tanto poder junto até faz confusão!!
Há inclusivamente uns gajos que estudam o piãozito dos adversários num computador com mais luzes que a árvore de Natal do Terreiro do Paço. Todos inventam uma técnica secreta extraordinária, que revelam no preciso instante em que a batalha já parecia mais que perdida, técnica essa aprendida na tenra infância, num qualquer mosteiro milenar do pião. Na hora que estão prestes a comer com a misericordiosa malha de porrada, lembram-se miraculosamente dos doutos ensinamentos do sensei.
Mas, técnica como deve ser, tem-na o célebre Tsubasa, virtuosíssimo tratador da redondinha. O seu "chuto falcão", que levava a bola à estratosfera e a fazia descer vertiginosamente até à baliza, é uma referência nestas coisas dos desenhos animados japoneses. O gajo fintava, sem grande chatice, toda a equipa adversária. E ainda lhe sobrava tempo para ir comer uma bifana ao bar do estádio e fintar dois ou três gajos na casa de banho. Lembro-me de jogadas históricas, coisa aí para duas horas de suspense absolutamente proibido a cardíacos. Mas...e quanto aos golos? Havia um aí de 6 em 6 episódios. Depois venham-me cá falar nas míticas "super defesas" italianas. Grande coisa.
O guarda-redes (que trabalhava num circo em part-time, com certeza) apoiava-se com os pés num poste, para poder voar (literalmente, voar) até à outra extremidade da baliza. Vôo esse, coisa aí para 4 episódios. Medida grande.
E pronto. Vou continuar a sintonizar a bonecada aos Sábados de madrugada, esperando ansiosamente as próximas novidades. Dou-lhe uns meses até que inventem uma guerra sangrenta entre clãs de putos maltrapilhos que jogam ao berlinde. Mas com muito estilo.
domingo, janeiro 22, 2006
HOJE É DIA DE PASSEIO...
Cheguei a Lisboa a meio da manhã. Não para votar, mas sim bulir que nem um mouro. Acontece.
No entanto, este não era um Domigo qualquer.
Um pouco por toda a capital, o clássico fato de Domingo foi substituído por essa outra instituição veneranda: o traje eleitoral. Em cortejo pelo Saldanha, a velhada lá ia orgulhosamente exibindo a fatiota do dia de eleições. Topam-se logo.
É nesta ocasião que o casaquito de pele e a écharpe de estimação (não sei se é assim que se escreve, mas também não me rala) lá saiem do armário, libertando uma ou outra traça do seu longo cativeiro. As senhoras de idade mais respeitável fazem questão de dar uma "de mão" de pó de arroz pela fronha abaixo, ensaiando em frente ao espelho o arzinho emproado que vão levar à rua.
Pairava no ar um aroma característico destes momentos. Envolvente, mas não tão intenso como no dia em que o Benfica ganhou o campeonato: a inebriante e inconfundível fragrância da naftalina.
Cheguei a Lisboa a meio da manhã. Não para votar, mas sim bulir que nem um mouro. Acontece.
No entanto, este não era um Domigo qualquer.
Um pouco por toda a capital, o clássico fato de Domingo foi substituído por essa outra instituição veneranda: o traje eleitoral. Em cortejo pelo Saldanha, a velhada lá ia orgulhosamente exibindo a fatiota do dia de eleições. Topam-se logo.
É nesta ocasião que o casaquito de pele e a écharpe de estimação (não sei se é assim que se escreve, mas também não me rala) lá saiem do armário, libertando uma ou outra traça do seu longo cativeiro. As senhoras de idade mais respeitável fazem questão de dar uma "de mão" de pó de arroz pela fronha abaixo, ensaiando em frente ao espelho o arzinho emproado que vão levar à rua.
Pairava no ar um aroma característico destes momentos. Envolvente, mas não tão intenso como no dia em que o Benfica ganhou o campeonato: a inebriante e inconfundível fragrância da naftalina.
segunda-feira, janeiro 16, 2006
REI...QUÊ?
Durante a longa-metragem que é "O Cofre", o actor residente Jorge Gabriel saiu-se, hoje mesmo, com a seguinte argolada:
"-Quem escreveu a peça King Lear, Rei Leão?"
Rei Leão, ó Jorge??!! O que é que o Simba e o resto da rapaziada têm a ver para o caso?
Algures em Stratford-upon-Avon, alguém deu quinze voltas na tumba.
Durante a longa-metragem que é "O Cofre", o actor residente Jorge Gabriel saiu-se, hoje mesmo, com a seguinte argolada:
"-Quem escreveu a peça King Lear, Rei Leão?"
Rei Leão, ó Jorge??!! O que é que o Simba e o resto da rapaziada têm a ver para o caso?
Algures em Stratford-upon-Avon, alguém deu quinze voltas na tumba.
domingo, janeiro 15, 2006
FELIZ ANO NOVO, PARA TODOS OS LIBANESES RESIDENTES NA OTA!!!
Como já perceberam, o meu relógio interno continua desfasado do resto do mundo. Mas, mais uma vez, quero que o leitor vá pastar.
É óbvio que, retorcido que sou, seria incapaz de escrever uma postada onde, eventualmente, viesse a este púlpito desejar um feliz ano ao resto da humanidade, ou coisa parecida. Evidente que não. Deixo isso para aqueles gajos que escrevem coisas no "HI5", tais como:
"Porque nem sempre podemos dizer o k pensamos, porque nem sempre podemos fazer o k keremos, porque nem sempre o k pensamos, fazemos, i nem tudo o que fazemos ý pensado..por tudo isso te digo, XXXXX: nao te percas na objectividade uma paisagem serena, ainda que plena d beleza i com a intensidade d um azul oceanico..permite antes k te percas na magia de um sentimento apaixonado, especial, com detalhes alusivos a momentos unicos passados na companhia de kem te imagina como parte integrante de um ceu ornamentado pelas mais deslumbrantes estrelas. A subjectividade da vida surge.nos, entao, como algo bem mais importante k inquestionaveis certezas, n te parece? I por isso te peco, nao me fales da terra, do ar ou da agua...fala.me de ti... **Permite.me, ainda, k te envie um beijo numa leve brisa de uma imaginacao fertil, mas genuinamente sincera**"
Acho que nem a Carochinha caía nesta patranha, por amor de Deus!! Será que as miúdas acham piada a este rosário de tretas...?
Adiante, não foi por isso que resolvi subir a esta tribuna. Sucede que quinze dias decorridos da piela do Ano Novo (e recuperadas grande parte das faculdades mentais) a malta lá vai paulatinamente conferenciando sobre as suas "entradas", (sobre este procotolo nebuloso do "boas saídas e melhores entradas falamos noutro dia com mais tempo).
Confidenciava há pouquinho no Messenger* ao meu amigo Sérgio que a minha passagem de ano decorreu numa simpática e familiar residência em Amsterdão, onde uma amistosa tríade nórdica me chicoteou avidamente com uma tira de coiro, enquanto uma contorcionista malaia se punha habilmente de quatro e passava a língua por... ok, ok, é mentira. Foi uma coisa muito calminha num simpático lugarejo para as bandas de Leiria. Sossegadinho. Mas aquilo de Amsterdão era giro, à mesma.
Surge então a inevitável questão: "E tu, como foi"? Estava à espera de clássicos como "Dei um pulinho a Albufeira" ou mesmo "passei no Alentejo com uns amigos". Mas não, o senhor Sérgio respondeu tranquilamente:
-"Estive na casa de um libanês na Ota".
OK, um libanês...na Ota... dessa, não estava à espera. Como valor acrescentado desta inesperada revelação, fiquei ainda a saber que a comida provoca gases. Fica aqui o aviso à navegação, rapaziada: nada de levar a jovem a jantar a retaurantes deste género, sob pena de o encontro não ter direito a final feliz.
*Já agora, jovem, se tens um palminho de cara, ou dois, e mais de 18 anos, sou o pauloandresilva@hotmail.com; podes adicionar-me no Hi5 e no Messenger. E sim, estou a vender a alma ao demo.
Como já perceberam, o meu relógio interno continua desfasado do resto do mundo. Mas, mais uma vez, quero que o leitor vá pastar.
É óbvio que, retorcido que sou, seria incapaz de escrever uma postada onde, eventualmente, viesse a este púlpito desejar um feliz ano ao resto da humanidade, ou coisa parecida. Evidente que não. Deixo isso para aqueles gajos que escrevem coisas no "HI5", tais como:
"Porque nem sempre podemos dizer o k pensamos, porque nem sempre podemos fazer o k keremos, porque nem sempre o k pensamos, fazemos, i nem tudo o que fazemos ý pensado..por tudo isso te digo, XXXXX: nao te percas na objectividade uma paisagem serena, ainda que plena d beleza i com a intensidade d um azul oceanico..permite antes k te percas na magia de um sentimento apaixonado, especial, com detalhes alusivos a momentos unicos passados na companhia de kem te imagina como parte integrante de um ceu ornamentado pelas mais deslumbrantes estrelas. A subjectividade da vida surge.nos, entao, como algo bem mais importante k inquestionaveis certezas, n te parece? I por isso te peco, nao me fales da terra, do ar ou da agua...fala.me de ti... **Permite.me, ainda, k te envie um beijo numa leve brisa de uma imaginacao fertil, mas genuinamente sincera**"
Acho que nem a Carochinha caía nesta patranha, por amor de Deus!! Será que as miúdas acham piada a este rosário de tretas...?
Adiante, não foi por isso que resolvi subir a esta tribuna. Sucede que quinze dias decorridos da piela do Ano Novo (e recuperadas grande parte das faculdades mentais) a malta lá vai paulatinamente conferenciando sobre as suas "entradas", (sobre este procotolo nebuloso do "boas saídas e melhores entradas falamos noutro dia com mais tempo).
Confidenciava há pouquinho no Messenger* ao meu amigo Sérgio que a minha passagem de ano decorreu numa simpática e familiar residência em Amsterdão, onde uma amistosa tríade nórdica me chicoteou avidamente com uma tira de coiro, enquanto uma contorcionista malaia se punha habilmente de quatro e passava a língua por... ok, ok, é mentira. Foi uma coisa muito calminha num simpático lugarejo para as bandas de Leiria. Sossegadinho. Mas aquilo de Amsterdão era giro, à mesma.
Surge então a inevitável questão: "E tu, como foi"? Estava à espera de clássicos como "Dei um pulinho a Albufeira" ou mesmo "passei no Alentejo com uns amigos". Mas não, o senhor Sérgio respondeu tranquilamente:
-"Estive na casa de um libanês na Ota".
OK, um libanês...na Ota... dessa, não estava à espera. Como valor acrescentado desta inesperada revelação, fiquei ainda a saber que a comida provoca gases. Fica aqui o aviso à navegação, rapaziada: nada de levar a jovem a jantar a retaurantes deste género, sob pena de o encontro não ter direito a final feliz.
*Já agora, jovem, se tens um palminho de cara, ou dois, e mais de 18 anos, sou o pauloandresilva@hotmail.com; podes adicionar-me no Hi5 e no Messenger. E sim, estou a vender a alma ao demo.
O NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER...
"O Natal é quando um homem quiser" : foi a desculpa esfarrapada que arranjei para redigir um post natalício, já quase no fim de Janeiro. Tenham lá paciência, não encontrei outra melhor.
É sempre tão revigorante espreitar a programação natalícia, com os filmes onde entra -invariavelmente- o cão, o miúdo traquina, ou ambos. Neste caso, a TVI serviu-nos uma bela dose de "Sozinho em Casa - IV". Um filme de culto, muito provavelemente de um culto suicida.
Mas, ainda assim, previsível, para uma véspera de Natal.
Passada meia horita de anúncios, senhoras e senhores...COMMANDO!!!!!
Pois é, pois é, o nosso amigo Xevarzenéguer resolve matar os maus todos, para salvar a filha. Membros decapitados, explosões, sangue com fartura. E no meio disto tudo ainda tem tempo para bater um belo coiro à mulatinha. Desenrascado, o gajo.
Enfim, tudo o que se espera ver na TV, na rampa de lançamento para o bacalhau da Consoada.
Mais à noitinha, já com o Menino Jesus a meio caminho, a publicidade centrou-se naqueles anúncios do "envia SEXY para o 4002 e recebe uma eslava nua e com pinta de badalhoca no tem telemóvel!!".
Quem viu "SEXY", viu também "INDECENTE" ou mesmo "VIRGEM". Já agora, o anúncio da "VIRGEM" fez furor lá por casa: a imagem associada era a de três jovens desnudadas (com o rótulo "Badalhoca" dado pela própria APCER) a fazerem um simpático "comboio".
Tocou-me o coração, ver todo aquele calor humano e amor ao próximo. Neste caso concreto, à maquinista. A tradição ainda é o que era.
"O Natal é quando um homem quiser" : foi a desculpa esfarrapada que arranjei para redigir um post natalício, já quase no fim de Janeiro. Tenham lá paciência, não encontrei outra melhor.
É sempre tão revigorante espreitar a programação natalícia, com os filmes onde entra -invariavelmente- o cão, o miúdo traquina, ou ambos. Neste caso, a TVI serviu-nos uma bela dose de "Sozinho em Casa - IV". Um filme de culto, muito provavelemente de um culto suicida.
Mas, ainda assim, previsível, para uma véspera de Natal.
Passada meia horita de anúncios, senhoras e senhores...COMMANDO!!!!!
Pois é, pois é, o nosso amigo Xevarzenéguer resolve matar os maus todos, para salvar a filha. Membros decapitados, explosões, sangue com fartura. E no meio disto tudo ainda tem tempo para bater um belo coiro à mulatinha. Desenrascado, o gajo.
Enfim, tudo o que se espera ver na TV, na rampa de lançamento para o bacalhau da Consoada.
Mais à noitinha, já com o Menino Jesus a meio caminho, a publicidade centrou-se naqueles anúncios do "envia SEXY para o 4002 e recebe uma eslava nua e com pinta de badalhoca no tem telemóvel!!".
Quem viu "SEXY", viu também "INDECENTE" ou mesmo "VIRGEM". Já agora, o anúncio da "VIRGEM" fez furor lá por casa: a imagem associada era a de três jovens desnudadas (com o rótulo "Badalhoca" dado pela própria APCER) a fazerem um simpático "comboio".
Tocou-me o coração, ver todo aquele calor humano e amor ao próximo. Neste caso concreto, à maquinista. A tradição ainda é o que era.
quarta-feira, dezembro 21, 2005
ON...QUÊ?
Graças à recente compra de casa, tenho-me tornado um frequentador assíduo de tudo o que é repartição pública. Horas e horas de filas, senhas e convívio com mulheres de meia-idade mal encaradas, genericamente falando.
Uma miséria.
Hoje, no entanto, nem me importei nada de fazer a minha peregrinaçãozinha diária às Finanças. E porquê?
À entrada para esse purgatório dos contribuintes, calhou casualmente a escutar uma breve conversa entre dois cavalheiros na casa dos cinquenta, mais coisa, menos coisa. Importa reter a seguinte frase, citando fielmente um dos interlocutores:
" - (...) epá, o filme é mêmo bom, o Oncongue! Aquele do macaco!"
"Oncongue"...? Será que ele queria dizer "Hong Kong"? De qualquer forma, desconfio que não apanhou bem a essência da coisa. A culpa é desses intelectuais de meia-tigela e das suas histórias cheias de complicação.
Graças à recente compra de casa, tenho-me tornado um frequentador assíduo de tudo o que é repartição pública. Horas e horas de filas, senhas e convívio com mulheres de meia-idade mal encaradas, genericamente falando.
Uma miséria.
Hoje, no entanto, nem me importei nada de fazer a minha peregrinaçãozinha diária às Finanças. E porquê?
À entrada para esse purgatório dos contribuintes, calhou casualmente a escutar uma breve conversa entre dois cavalheiros na casa dos cinquenta, mais coisa, menos coisa. Importa reter a seguinte frase, citando fielmente um dos interlocutores:
" - (...) epá, o filme é mêmo bom, o Oncongue! Aquele do macaco!"
"Oncongue"...? Será que ele queria dizer "Hong Kong"? De qualquer forma, desconfio que não apanhou bem a essência da coisa. A culpa é desses intelectuais de meia-tigela e das suas histórias cheias de complicação.
terça-feira, dezembro 20, 2005
O MELHOR DO MUNDO SÃO AS CRIANÇAS...
Tem lá paciência, mas o "Noddy" não passa de uma espécie de "Pinóquio" gayzola, ainda mais abichanado que o produto original. Desculpa, Gonçalo, mas alguém tinha que o dizer. Já agora, o Pai Natal não existe e a "Fada dos Dentes" não é mais que a senhora tua progenitora.
E pronto, caro leitor, acabei de ganhar um inimigo de estimação. Tem 2 anos e o resto da vida para me mandar para o c#$%&5$. Devo dizer que já o vai fazendo com alguma perfeição, não obstante as suas compreensíveis limitações de expressão.
Mas nestas coisas, como em tudo na vida, o que conta é a intenção.
Tem lá paciência, mas o "Noddy" não passa de uma espécie de "Pinóquio" gayzola, ainda mais abichanado que o produto original. Desculpa, Gonçalo, mas alguém tinha que o dizer. Já agora, o Pai Natal não existe e a "Fada dos Dentes" não é mais que a senhora tua progenitora.
E pronto, caro leitor, acabei de ganhar um inimigo de estimação. Tem 2 anos e o resto da vida para me mandar para o c#$%&5$. Devo dizer que já o vai fazendo com alguma perfeição, não obstante as suas compreensíveis limitações de expressão.
Mas nestas coisas, como em tudo na vida, o que conta é a intenção.
sexta-feira, dezembro 16, 2005
PROIBIDO ESTACIONAR
As notícias que vieram ontem a lume sobre o "Gang dos Velhos" obrigaram-me a postar sobre a problemática dos septuagenários que estacionam ao lado das passadeiras. Podem não traficar armas, como os seus camaradas de Barcelos, mas há aqui matéria para caso de polícia.
O problema revelou-se em toda a sua amplitude um destes dias, quando já estava atrasado para o emprego. Sucede que ali para os lados da Estefânia há um esquadrão de velhinhos que tem como missão ludibriar o incauto automobilista, fazendo-o crer que têm intenção de atravessar a passadeira. Mas não!?!?!?!?! Nunca!!!!!!
O modus operandi desta nefanda quadrilha tem o seu quê de turtuosa simplicidade:
#1 Trazer o "banquinho-à-peregrino" e a lancheira com a sandes de atum para o ponto "X"
#2 Abancar
#3 Esperar que a vítima abrande
#4 Acenar, com sorriso amistoso, e mandar prosseguir
OK, é um facto que eles não se sentam literalmente ao lado das passadeiras; mas pouco falta!!!!!! Cá o imbecil vai progressivamente abrandando como quem diz: "Olha ali um inocente pedestre velhinho que pretende atravessar para o outro lado. Que ternura! Vou já calcar o pedal do travão, para aquela simpática criatura poder alcançar o outro lado da via em máxima segurança!"
Atenção, caros automobilistas!! É um engodo!!! Cuidado!! Um tipo abranda e quando chega ao local do crimel, a resposta é invariavelmente um aceno do género "Siga! Siga! Estou só aqui plantado na calçada a dar milho aos pombos. Não tenho a mínima intenção de atravessar. Que ideia foi essa, ó senhor condutor Siga, siga!!"
C&#$##$ dos velhos. Devia haver uma lei.
As notícias que vieram ontem a lume sobre o "Gang dos Velhos" obrigaram-me a postar sobre a problemática dos septuagenários que estacionam ao lado das passadeiras. Podem não traficar armas, como os seus camaradas de Barcelos, mas há aqui matéria para caso de polícia.
O problema revelou-se em toda a sua amplitude um destes dias, quando já estava atrasado para o emprego. Sucede que ali para os lados da Estefânia há um esquadrão de velhinhos que tem como missão ludibriar o incauto automobilista, fazendo-o crer que têm intenção de atravessar a passadeira. Mas não!?!?!?!?! Nunca!!!!!!
O modus operandi desta nefanda quadrilha tem o seu quê de turtuosa simplicidade:
#1 Trazer o "banquinho-à-peregrino" e a lancheira com a sandes de atum para o ponto "X"
#2 Abancar
#3 Esperar que a vítima abrande
#4 Acenar, com sorriso amistoso, e mandar prosseguir
OK, é um facto que eles não se sentam literalmente ao lado das passadeiras; mas pouco falta!!!!!! Cá o imbecil vai progressivamente abrandando como quem diz: "Olha ali um inocente pedestre velhinho que pretende atravessar para o outro lado. Que ternura! Vou já calcar o pedal do travão, para aquela simpática criatura poder alcançar o outro lado da via em máxima segurança!"
Atenção, caros automobilistas!! É um engodo!!! Cuidado!! Um tipo abranda e quando chega ao local do crimel, a resposta é invariavelmente um aceno do género "Siga! Siga! Estou só aqui plantado na calçada a dar milho aos pombos. Não tenho a mínima intenção de atravessar. Que ideia foi essa, ó senhor condutor Siga, siga!!"
C&#$##$ dos velhos. Devia haver uma lei.
sábado, dezembro 10, 2005
SANGUE DO MEU SANGUE...
Isso do Dakar, Camel Trophy e outras paneleirices é coisa de meninos. Aventura em estado puro é arriscar uma incursão no centro Vasco da Gama num feriado, a meia dúzia de dias do Natal. Isso sim, é para homens de barba rija.
Pois é, tive a imbecil ideia de combinar um mitingue com os meus primos nessa bendita superfície comercial. Por razões que vão compreender mais à frente, vou-me abster de revelar os seus nomes.
O grupo excursionista estava atrasado, pelo que resolvi ir ao Continente comprar qualquer coisa para comer. Até nem havia fila (pasme-se!!) pelo que foi trigo limpo. Aprochego-me da caixa e quem me calha na "menos de 15 unidades" é um jovem aí para os sub-20, a quem a acne atacou sem dó nem piedade.
O (surreal) diálogo segue dentro de momentos. Espera...o surreal monólogo segue dentro de momentos:
(caixa maltratado pela acne) - "Vai desejar saco?"
(eu ) - "Não, obrigado."
(caixa maltratado pela acne) - "Isto hoje está cheio de gajas boas!! Esteve aí uma escola, era só modelos! Tão boas!! E um gajo que não pode sair daqui!!
(eu ) - "Pois...Então...boa sorte..."
E foi assim, sem tirar nem pôr. Não vale a pena inventar histórias e teorias para alimentar o blogue: basta sair à rua.
Mas o dia ainda estava longe de acabar. Ainda a digerir o insólito episódio, dirijo-me para o local combinado para o enternecedor encontro familiar. Sei de antemão que o meu primo "X" vem acompanhado da sua nova aquisição. Descobri depois que o termo "aquisição" não estava muito da verdade...
Vejo-os aproximar lentamente, como nos filmes americanos. À frente dos dois vinha uma jovem que dava ares de alternadeira, um ou dois metros mais adiante. Dava ares, não: dava aí um ciclone tropical anónimo, três "El Niño" e meia dúzia de "Katrinas", pelo menos. Nem liguei.
Estabeleço então contacto visual com a famíliam, que prontamente estuga o passo na minha direcção. Segue-se o rosário de ternuras e mimos entre familiares de longa data:
-Olha, o cabrão do "X"!!
- Eis se não é o paneleiro do "Y"!!
E por aí fora. Paremos por aqui antes que comece a choramingar.
Chega então o momento da verdade. Eu procuro pela suposta nova aquisição do primo "X", mas à minha frente só está a tal jovem mencionada em cima. Não, não podia ser...Qualquer coisa me estava a escapar, com certeza.
"-Ah..." , diz o primo "X","...esta é a "Z"...
Bingo. Nem mais. Era ela, "a tal". Não vou dizer "The One", porque isso já seria atentado ao pudor. O putanheiro do meu primo andava então a "sair" com uma jovem que conhecera num bar da especialidade.
Fomos jantar, os quatro, ali para as bandas do Parque das Nações. O restaurante, brasileiro, para que a nossa cara conviva se sintisse em casa.
Eu que até sou um indivíduo particularmente sensível e compreensivo com a típica "conversa de gaja", fiquei particularmente deleitado com a palestra da jovem sobre astrologia. Feitas as contas era aquariana, e há muita coisa para dizer sobre os aquarianos. Muita, e extremamente interessante.
Quando os "pombinhos" se ausentaram para lavar as mãos (espero que tenha sido mesmo para isso) inquiri o restante interlocutor sobre a natureza curiosa daquela bonita relação.
"-Sim, conheceu-a num bar de alterne", confirmou-me sacudindo os ombros.
"Fofinha" para aqui, "Fofinha" para ali. E um "caralho" ocasional, para temperar. Que não faz senão mal para apimentar uma amena cavaqueira. Quando a jovem se ausentou para ir aos lavabos, o "Fofinha" transformou-se num sonoro "esta puta" enquanto o diabo esfrega um olho. A extraordinária metamorfose aconteceu mais uma vez: "Então, Fofinha", demoraste tanto...?"
Durante o jantar a jovem atende para cima de meia dúzia de chamadas. Curiosamente, todas de homens. O meu primo pagou o jantar à rapariga, claro está. E segundo me foi dado a conhecer, o mesmo tem acontecido com grande frequência.
Menos mal: a picanha estava uma maravilha.
Já de regresso ao carro, o telemóvel da jovem tocou mais uma ver. Pasme-se, era outro gajo...!!! O meu primo passeava então a rosa que oferecera, prova do seu romantismo inquestionável. Os seguintes 20 minutos foram algo de particularmente delicioso: o meu primo ponderava as várias possíveis utilizações a dar ao "caralho da rosa", enquanto a sua "amada" ia animadamente dando música ao telefone.
Eu lá fui para o parque buscar o carro, e sei que a chamada continuou. Até quando, não sei. E pronto, foi assim que passei uma parte do feriado. Religioso, por sinal.
Isso do Dakar, Camel Trophy e outras paneleirices é coisa de meninos. Aventura em estado puro é arriscar uma incursão no centro Vasco da Gama num feriado, a meia dúzia de dias do Natal. Isso sim, é para homens de barba rija.
Pois é, tive a imbecil ideia de combinar um mitingue com os meus primos nessa bendita superfície comercial. Por razões que vão compreender mais à frente, vou-me abster de revelar os seus nomes.
O grupo excursionista estava atrasado, pelo que resolvi ir ao Continente comprar qualquer coisa para comer. Até nem havia fila (pasme-se!!) pelo que foi trigo limpo. Aprochego-me da caixa e quem me calha na "menos de 15 unidades" é um jovem aí para os sub-20, a quem a acne atacou sem dó nem piedade.
O (surreal) diálogo segue dentro de momentos. Espera...o surreal monólogo segue dentro de momentos:
(caixa maltratado pela acne) - "Vai desejar saco?"
(eu ) - "Não, obrigado."
(caixa maltratado pela acne) - "Isto hoje está cheio de gajas boas!! Esteve aí uma escola, era só modelos! Tão boas!! E um gajo que não pode sair daqui!!
(eu ) - "Pois...Então...boa sorte..."
E foi assim, sem tirar nem pôr. Não vale a pena inventar histórias e teorias para alimentar o blogue: basta sair à rua.
Mas o dia ainda estava longe de acabar. Ainda a digerir o insólito episódio, dirijo-me para o local combinado para o enternecedor encontro familiar. Sei de antemão que o meu primo "X" vem acompanhado da sua nova aquisição. Descobri depois que o termo "aquisição" não estava muito da verdade...
Vejo-os aproximar lentamente, como nos filmes americanos. À frente dos dois vinha uma jovem que dava ares de alternadeira, um ou dois metros mais adiante. Dava ares, não: dava aí um ciclone tropical anónimo, três "El Niño" e meia dúzia de "Katrinas", pelo menos. Nem liguei.
Estabeleço então contacto visual com a famíliam, que prontamente estuga o passo na minha direcção. Segue-se o rosário de ternuras e mimos entre familiares de longa data:
-Olha, o cabrão do "X"!!
- Eis se não é o paneleiro do "Y"!!
E por aí fora. Paremos por aqui antes que comece a choramingar.
Chega então o momento da verdade. Eu procuro pela suposta nova aquisição do primo "X", mas à minha frente só está a tal jovem mencionada em cima. Não, não podia ser...Qualquer coisa me estava a escapar, com certeza.
"-Ah..." , diz o primo "X","...esta é a "Z"...
Bingo. Nem mais. Era ela, "a tal". Não vou dizer "The One", porque isso já seria atentado ao pudor. O putanheiro do meu primo andava então a "sair" com uma jovem que conhecera num bar da especialidade.
Fomos jantar, os quatro, ali para as bandas do Parque das Nações. O restaurante, brasileiro, para que a nossa cara conviva se sintisse em casa.
Eu que até sou um indivíduo particularmente sensível e compreensivo com a típica "conversa de gaja", fiquei particularmente deleitado com a palestra da jovem sobre astrologia. Feitas as contas era aquariana, e há muita coisa para dizer sobre os aquarianos. Muita, e extremamente interessante.
Quando os "pombinhos" se ausentaram para lavar as mãos (espero que tenha sido mesmo para isso) inquiri o restante interlocutor sobre a natureza curiosa daquela bonita relação.
"-Sim, conheceu-a num bar de alterne", confirmou-me sacudindo os ombros.
"Fofinha" para aqui, "Fofinha" para ali. E um "caralho" ocasional, para temperar. Que não faz senão mal para apimentar uma amena cavaqueira. Quando a jovem se ausentou para ir aos lavabos, o "Fofinha" transformou-se num sonoro "esta puta" enquanto o diabo esfrega um olho. A extraordinária metamorfose aconteceu mais uma vez: "Então, Fofinha", demoraste tanto...?"
Durante o jantar a jovem atende para cima de meia dúzia de chamadas. Curiosamente, todas de homens. O meu primo pagou o jantar à rapariga, claro está. E segundo me foi dado a conhecer, o mesmo tem acontecido com grande frequência.
Menos mal: a picanha estava uma maravilha.
Já de regresso ao carro, o telemóvel da jovem tocou mais uma ver. Pasme-se, era outro gajo...!!! O meu primo passeava então a rosa que oferecera, prova do seu romantismo inquestionável. Os seguintes 20 minutos foram algo de particularmente delicioso: o meu primo ponderava as várias possíveis utilizações a dar ao "caralho da rosa", enquanto a sua "amada" ia animadamente dando música ao telefone.
Eu lá fui para o parque buscar o carro, e sei que a chamada continuou. Até quando, não sei. E pronto, foi assim que passei uma parte do feriado. Religioso, por sinal.
domingo, dezembro 04, 2005
IT´S A KIND OF MAGIC...
Dizia-me uma querida amiga que "Não interessa o tamanho da varinha, mas sim a sua magia".
Ora bolas! Quer dizer que de nada me vale carregar na virilha esta desmesuradamente avantajada dádiva celeste, mesmo considerando o padrão africano.
Vou ter que falar com o Luis de Matos, sendo assim.
Dizia-me uma querida amiga que "Não interessa o tamanho da varinha, mas sim a sua magia".
Ora bolas! Quer dizer que de nada me vale carregar na virilha esta desmesuradamente avantajada dádiva celeste, mesmo considerando o padrão africano.
Vou ter que falar com o Luis de Matos, sendo assim.
domingo, novembro 27, 2005
Volta, amigo Mengele, estás perdoado...
Ontem à noite houve jantarada do trabalho, estando presentes dignos membros do corpo expedicionário à já lendária Punhete. Mas isso agora não interessa. Essencialmente, atiraram-me às trombas o facto de andar a desmazelar vergonhosamente a minha actividade publicista. E com razão, diga-se, pelo que resolvi fazer qualquer coisa quanto a isso.
Por obra do acaso, dei por mim a mirar uma ficha de trabalho de Biologia do 12º ano, coisas do meu irmão mais novo (o famoso "Fofinho", já referido em postada anterior). Sucede que a referida ficha tratava da problemática dos genes, cruzamentos e coisas do género. Leigo que sou, dei por mim a adivinhar sobre a resposta a uma ou duas das questões ali aventadas.
Havia ali uma desconfortável pontinha de eugenia recalcada, nas perguntas que inquiriam sobre o resultado do cruzamento entre "mulher portadora de hemofilia e sem raquitismo casar com um homem não hemofílico mas com raquitismo, que probabilidade têm de vir a ter?
- filhas com raquitismo vitamínico-resistente, mas não hemofílicas
- filhas com raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicas
- filhas normais para as duas características
- filhos com raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicos
- filhos sem raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicos
- filhos normais para as duas características
Não faço ideia. Acho que era melhor mas é adoptarem um cachopo ou dois e ponto final.
Resolvi então procurar um problema um pouquinho mais simples. Afinal de contas, não é preciso saber muito da matéria que se tem em mãos: basta saber contornar o problema e evitar qualquer espécie de objectividade na resposta. Aprendi isso com o engenheiro Guterres há algumas legislaturas atrás.
Isto vai lá com um bocadinho de bom senso e uma pitada de intuição masculina, pensei eu. Não pode ser assim tão difícil. Vejamos:
"Se cruzássemos rabanetes ovais com rabanetes redondos, qual seria a proporção fenotípica esperada na descendência?"
R: Isso não interessa nada. O distinto rabanete oval é por demais mal empregue para qualquer flausina redonda e roliça, como toda a gente sabe. Esse tal do fenótipo que meta o rabanete redondo...
Ontem à noite houve jantarada do trabalho, estando presentes dignos membros do corpo expedicionário à já lendária Punhete. Mas isso agora não interessa. Essencialmente, atiraram-me às trombas o facto de andar a desmazelar vergonhosamente a minha actividade publicista. E com razão, diga-se, pelo que resolvi fazer qualquer coisa quanto a isso.
Por obra do acaso, dei por mim a mirar uma ficha de trabalho de Biologia do 12º ano, coisas do meu irmão mais novo (o famoso "Fofinho", já referido em postada anterior). Sucede que a referida ficha tratava da problemática dos genes, cruzamentos e coisas do género. Leigo que sou, dei por mim a adivinhar sobre a resposta a uma ou duas das questões ali aventadas.
Havia ali uma desconfortável pontinha de eugenia recalcada, nas perguntas que inquiriam sobre o resultado do cruzamento entre "mulher portadora de hemofilia e sem raquitismo casar com um homem não hemofílico mas com raquitismo, que probabilidade têm de vir a ter?
- filhas com raquitismo vitamínico-resistente, mas não hemofílicas
- filhas com raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicas
- filhas normais para as duas características
- filhos com raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicos
- filhos sem raquitismo vitamínico-resistente, e hemofílicos
- filhos normais para as duas características
Não faço ideia. Acho que era melhor mas é adoptarem um cachopo ou dois e ponto final.
Resolvi então procurar um problema um pouquinho mais simples. Afinal de contas, não é preciso saber muito da matéria que se tem em mãos: basta saber contornar o problema e evitar qualquer espécie de objectividade na resposta. Aprendi isso com o engenheiro Guterres há algumas legislaturas atrás.
Isto vai lá com um bocadinho de bom senso e uma pitada de intuição masculina, pensei eu. Não pode ser assim tão difícil. Vejamos:
"Se cruzássemos rabanetes ovais com rabanetes redondos, qual seria a proporção fenotípica esperada na descendência?"
R: Isso não interessa nada. O distinto rabanete oval é por demais mal empregue para qualquer flausina redonda e roliça, como toda a gente sabe. Esse tal do fenótipo que meta o rabanete redondo...
quarta-feira, outubro 26, 2005
GET A GRIPE...
Descobri recentemente que a Alemanha é o país da Europa onde existe menos actividade do foro horizontal: então não é que pelo simples afogar de meia dúzia de gansos numa terreola qualquer, isso salta logo para as primeiras páginas, como se fosse o fim do mundo..??!!
Volta, Tomás, estás perdoado.
Descobri recentemente que a Alemanha é o país da Europa onde existe menos actividade do foro horizontal: então não é que pelo simples afogar de meia dúzia de gansos numa terreola qualquer, isso salta logo para as primeiras páginas, como se fosse o fim do mundo..??!!
Volta, Tomás, estás perdoado.
quarta-feira, outubro 19, 2005
ZAROLHO, DEPOIS DE PUNHETE...
Sábado passado rumei a Constância, integrado num grupo excursionista lá do trabalho.
Uma das referências da simpática vila é a ligação a Camões, onde, rezam as trovas, se perdeu de amores por uma cachopa lá da terra. Até aqui, nada de mais: o gajo inventava uma nova paixão de cada vez que ia mijar. Tudo bem, é pacífico.
Já não me lembro do nome da jovem, o que interessa é que a coisa deu azo a versalhada camoniana e afins, ligando eternamente aquelas paragens ao nosso zarolho de estimação.
Inscritas na estátua do Poeta, com uma agradável vista para o rio, podem ler-se uma catrefada de datas marcantes da sua biografia e da história da vila. Pois então, toca de ler aquilo com grande atenção, até porque estava a decorrer um jogo com pistas e perguntas, pelo que convinha não perder o fio à meada.
Sucedeu no entanto que, no meio de tanta preciosa informação, houve uma jóia reluzente que saltou à vista dos meus doutos companheiros de jornada: Constância, outrora Punhete.
Sim, isso mesmo que estão a ler: até 1836 era esse o nome da terra.
A partir daí, o bucólico banho cultural descambou completamente num furioso tornado de piadas e trocadilhos temáticos: passámos pelo "Punhete F.C", pela Associação dos Caçadores Punheteiros, pela escola de samba "Unidos de Punhete", ou mesmo pelo grupo de apoio social local "Dá a Mão a Punhete!"...
Pois é, caro leitor, não terá sido no Oriente que o Poeta cegou o olho: foi à beira-tejo, num trágico acidente, a escamar o besugo. Zarolho, só depois de Punhete.
Sábado passado rumei a Constância, integrado num grupo excursionista lá do trabalho.
Uma das referências da simpática vila é a ligação a Camões, onde, rezam as trovas, se perdeu de amores por uma cachopa lá da terra. Até aqui, nada de mais: o gajo inventava uma nova paixão de cada vez que ia mijar. Tudo bem, é pacífico.
Já não me lembro do nome da jovem, o que interessa é que a coisa deu azo a versalhada camoniana e afins, ligando eternamente aquelas paragens ao nosso zarolho de estimação.
Inscritas na estátua do Poeta, com uma agradável vista para o rio, podem ler-se uma catrefada de datas marcantes da sua biografia e da história da vila. Pois então, toca de ler aquilo com grande atenção, até porque estava a decorrer um jogo com pistas e perguntas, pelo que convinha não perder o fio à meada.
Sucedeu no entanto que, no meio de tanta preciosa informação, houve uma jóia reluzente que saltou à vista dos meus doutos companheiros de jornada: Constância, outrora Punhete.
Sim, isso mesmo que estão a ler: até 1836 era esse o nome da terra.
A partir daí, o bucólico banho cultural descambou completamente num furioso tornado de piadas e trocadilhos temáticos: passámos pelo "Punhete F.C", pela Associação dos Caçadores Punheteiros, pela escola de samba "Unidos de Punhete", ou mesmo pelo grupo de apoio social local "Dá a Mão a Punhete!"...
Pois é, caro leitor, não terá sido no Oriente que o Poeta cegou o olho: foi à beira-tejo, num trágico acidente, a escamar o besugo. Zarolho, só depois de Punhete.
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