Fico sempre agastado com aquele anúncio da Sagres em que aparece um gajo seboso que recebe a visita de uma loura de bradar aos céus, abocanhando avidamente um lólipópe. Sucede que o nosso amigo sebento enxota a deusa nórdica sem dó nem piedade, escusando-se num inqualificável:
"Eh, Daniela...agora não dá..."
Dito isto, o grande rabeta encolhe os ombros e fecha a porta à pobrezita, que para casa lá voltou num pranto inconsolável e envolta nas suas diminutas vestes. Vá lá que não fazia frio, pois aí maior seria ainda o crime desse algoz da barba de uma semana.
Moral do anúncio: Jovem de hábitos higiénicos dúbios, tu que gostas mais de beber uma Sagres do que martelar desalmadamente uma loura boa todos os dias...olha, aproveita para escamar o besugo com a mão que ficou livre.
quinta-feira, dezembro 30, 2004
domingo, dezembro 19, 2004
Dia de limpezas...
Dediquei uma parte da tarde de hoje a limpar o lixo acumulado na minha pobre e abandonada caixa do correio. Três ideias a reter:
- às carraças do Grupo dos Amigos de Olivença agradeço os votos de boas festas
- a um tal de Mike que me quer vender medicamentos sem necessidade de receita médica, fico grato pela intenção
- a uma freguesa chamada Sue que gentilmente me propõe um "penis enlargement"...bem...por estas e por outras vou mas é pôr um livro de reclamações à cabeceira. Mais do que nunca, o cliente tem sempre razão.
Dediquei uma parte da tarde de hoje a limpar o lixo acumulado na minha pobre e abandonada caixa do correio. Três ideias a reter:
- às carraças do Grupo dos Amigos de Olivença agradeço os votos de boas festas
- a um tal de Mike que me quer vender medicamentos sem necessidade de receita médica, fico grato pela intenção
- a uma freguesa chamada Sue que gentilmente me propõe um "penis enlargement"...bem...por estas e por outras vou mas é pôr um livro de reclamações à cabeceira. Mais do que nunca, o cliente tem sempre razão.
domingo, dezembro 12, 2004
terça-feira, novembro 23, 2004
Delícias natalícias...
É vox populi que macho digno desse nome só pode conhecer três nomes de bolos, sendo que mais que isso já se vai entrando nos pantanosos limites da fronteira com a panasquice. Isto, na melhor das hipóteses.
No entanto, há dois ícones do mundo da bolaria que me parecem levantar reservas muito particulares: a "farófia" e o "brigadeiro". Farófia...? Que XXXXX é essa??!! "Brigadeiro"...? Misturar fardas com bolos e marinheiros e... enfim...
Ora, feitas as contas, quem senão um monumental paneleiro (do género Torre de Belém com lantejoulas vermelhas) teria essa ideia peregrina, senhores...? Hein...?!!!
É vox populi que macho digno desse nome só pode conhecer três nomes de bolos, sendo que mais que isso já se vai entrando nos pantanosos limites da fronteira com a panasquice. Isto, na melhor das hipóteses.
No entanto, há dois ícones do mundo da bolaria que me parecem levantar reservas muito particulares: a "farófia" e o "brigadeiro". Farófia...? Que XXXXX é essa??!! "Brigadeiro"...? Misturar fardas com bolos e marinheiros e... enfim...
Ora, feitas as contas, quem senão um monumental paneleiro (do género Torre de Belém com lantejoulas vermelhas) teria essa ideia peregrina, senhores...? Hein...?!!!
segunda-feira, novembro 08, 2004
Tenho passado os dias extremamente macambúzio, seja lá isso o que for.
Sinto-me uma personagem-tipo das letras do António Variações, obviando, evidentemente, todas as demais paneleiras conotações que daí possam advir.
Olha, "(...) só estou bem onde eu não estou e eu só quero ir onde não vou". E por aí fora. Enfim, ando armado em parvo, é o que é.
Após muita cogitação, descobri finalmente a razão de ser da minha angústia: nunca vou ter o meu "almoço da tropa". Sinto uma naifada nas entranhas, de cada vez que passa em rodapé, na "Praça da Alegria", qualquer coisa do género:
"Batalhão das Panteras do Alto Conguito vai ter almoço anual na Adega do Simões, 05/11/04 às 14h. Não faltes, camarada!!".
Agora que já trucidaram em definitivo o Serviço Efectivo Normal, já perdi as esperanças. Feitas as contas, limitei-me a engrossar o vasto contingente da Reserva Territorial.
Nunca vou ter histórias para contar, dessas que envolvem várias dúzias de homens, chuveiros e sabão-macaco aos pontapés. Sim, literalmente aos pontapés. Aliás, o objectivo é mesmo pontapear a barra de sabão, por forma a que o outro elemento se curve a cerca de 100 graus e...o apanhe. Ou. mais especificamente, apanhe com ele.
Nunca passarei as preguiçosas tardes de Agosto a recordar as aventuras do Cabo Antunes ou de qualquer outro camarada de pelotão. E...chuif, chuif...Agora com licença, que tenho que ir buscar um lenlo de papel. Já tenho "uma lágrima no canto do olho", nas imortais palavras desse excelso trovador que dá pelo nome de Bonga.
Sinto-me uma personagem-tipo das letras do António Variações, obviando, evidentemente, todas as demais paneleiras conotações que daí possam advir.
Olha, "(...) só estou bem onde eu não estou e eu só quero ir onde não vou". E por aí fora. Enfim, ando armado em parvo, é o que é.
Após muita cogitação, descobri finalmente a razão de ser da minha angústia: nunca vou ter o meu "almoço da tropa". Sinto uma naifada nas entranhas, de cada vez que passa em rodapé, na "Praça da Alegria", qualquer coisa do género:
"Batalhão das Panteras do Alto Conguito vai ter almoço anual na Adega do Simões, 05/11/04 às 14h. Não faltes, camarada!!".
Agora que já trucidaram em definitivo o Serviço Efectivo Normal, já perdi as esperanças. Feitas as contas, limitei-me a engrossar o vasto contingente da Reserva Territorial.
Nunca vou ter histórias para contar, dessas que envolvem várias dúzias de homens, chuveiros e sabão-macaco aos pontapés. Sim, literalmente aos pontapés. Aliás, o objectivo é mesmo pontapear a barra de sabão, por forma a que o outro elemento se curve a cerca de 100 graus e...o apanhe. Ou. mais especificamente, apanhe com ele.
Nunca passarei as preguiçosas tardes de Agosto a recordar as aventuras do Cabo Antunes ou de qualquer outro camarada de pelotão. E...chuif, chuif...Agora com licença, que tenho que ir buscar um lenlo de papel. Já tenho "uma lágrima no canto do olho", nas imortais palavras desse excelso trovador que dá pelo nome de Bonga.
sábado, outubro 30, 2004
"NUNCA ME ENGANO E RARAMENTE TENHO DÚVIDAS"
A última vez que tentei póstare um texto, a coisa não correu lá muito bem. Já não bastava a minha exarcerbada abstinência literária, sucede ainda por cima que a minha última criação acabou por não ver a luz do dia. Não sei por que artes do demo, mas a verdade é que a dita saiu em branco. Nicles. Népias.
Na minha doce inocência, presumi que a dita prosa tinha dado entrado no hiperespaço (ou ciber, se preferirem), direitinha ao monitor dos meus fiéis prosélitos. Mas não. Ficou a meio do caminho, perdida numa qualquer área de serviço, algures na imensa Autoestrada da Informação.
Posto isto, queria esclarecer que:
1-Não, não foi de propósito.
2-Não, naõ foi mesmo de propósito
2-Não, não estou a tentar criar nada de novo.
3-Não, não foi nenhuma "pedrada no charco" literário.
4-Não, não fumo disso.
5-Não, não tenho na família pintores abstraccionistas, naif ou coisa que o valha.
6-Não, não ando a experimentar coisas novas; ou pelo menos, nada que atente contra as leis de Deus, a moral e os bons costumes.
A última vez que tentei póstare um texto, a coisa não correu lá muito bem. Já não bastava a minha exarcerbada abstinência literária, sucede ainda por cima que a minha última criação acabou por não ver a luz do dia. Não sei por que artes do demo, mas a verdade é que a dita saiu em branco. Nicles. Népias.
Na minha doce inocência, presumi que a dita prosa tinha dado entrado no hiperespaço (ou ciber, se preferirem), direitinha ao monitor dos meus fiéis prosélitos. Mas não. Ficou a meio do caminho, perdida numa qualquer área de serviço, algures na imensa Autoestrada da Informação.
Posto isto, queria esclarecer que:
1-Não, não foi de propósito.
2-Não, naõ foi mesmo de propósito
2-Não, não estou a tentar criar nada de novo.
3-Não, não foi nenhuma "pedrada no charco" literário.
4-Não, não fumo disso.
5-Não, não tenho na família pintores abstraccionistas, naif ou coisa que o valha.
6-Não, não ando a experimentar coisas novas; ou pelo menos, nada que atente contra as leis de Deus, a moral e os bons costumes.
quarta-feira, outubro 20, 2004
segunda-feira, outubro 11, 2004
Homem prevenido vale por dois...
Sábado à noite.
Jantar com pessoal do trabalho -bem regado, menos para o vosso Mr. 7UP- enfim, business as usual. Até aqui, menos mal.
Menos bem estive na hora das despedidas. Ao lado do barracão (e já estou a ser condescendente) onde tomámos o dito repasto, aprochega-se uma jovem (16 anitos, bestialmente ébria) a pedir-me outro cigarro. Sim, outro, porque supostamente já lhe teria dado outro anteriormente. Faz conta. Mas não. Eu nem fumo. Ela é que estava com uma valente carraspana.
Em vez de lhe "dar com o charuto" (C. Martins dixit) limitei-me paneleiramente a encolher os ombros e a tentar convencê-la que estava a falar com outro gajo qualquer, que estava enganada, etc, etc, etc...Enfim, bichanismos avulsos, nos quais não me posso escudar.
Segunda à tarde.
Uma colega (beeeeeeeeeeeeemmmmmmmm boooooooooooaaaaaaaaaaa) que nunca tinha visto mais gorda dirige-se a mim, perguntando-me se tenho um envelope. Isso mesmo, um envelope. E eu -que sou em expoente de solicitude- movo montes, vales e penhascos na tentativa de encontrar um mísero exemplar desse Santo Graal do material de escritório. Em vão, diga-se. E ela lá saiu da sala, de mãos a abanar, envolta numa bruma translúcida, como deusa passeando pela brisa da tarde. Suspiro.
Moral da história:
Tá bem que um raio não cai duas vezes no mesmo sítio, mas já não saio de casa sem um cigarrito e um envelope. You never know...
Sábado à noite.
Jantar com pessoal do trabalho -bem regado, menos para o vosso Mr. 7UP- enfim, business as usual. Até aqui, menos mal.
Menos bem estive na hora das despedidas. Ao lado do barracão (e já estou a ser condescendente) onde tomámos o dito repasto, aprochega-se uma jovem (16 anitos, bestialmente ébria) a pedir-me outro cigarro. Sim, outro, porque supostamente já lhe teria dado outro anteriormente. Faz conta. Mas não. Eu nem fumo. Ela é que estava com uma valente carraspana.
Em vez de lhe "dar com o charuto" (C. Martins dixit) limitei-me paneleiramente a encolher os ombros e a tentar convencê-la que estava a falar com outro gajo qualquer, que estava enganada, etc, etc, etc...Enfim, bichanismos avulsos, nos quais não me posso escudar.
Segunda à tarde.
Uma colega (beeeeeeeeeeeeemmmmmmmm boooooooooooaaaaaaaaaaa) que nunca tinha visto mais gorda dirige-se a mim, perguntando-me se tenho um envelope. Isso mesmo, um envelope. E eu -que sou em expoente de solicitude- movo montes, vales e penhascos na tentativa de encontrar um mísero exemplar desse Santo Graal do material de escritório. Em vão, diga-se. E ela lá saiu da sala, de mãos a abanar, envolta numa bruma translúcida, como deusa passeando pela brisa da tarde. Suspiro.
Moral da história:
Tá bem que um raio não cai duas vezes no mesmo sítio, mas já não saio de casa sem um cigarrito e um envelope. You never know...
sexta-feira, outubro 08, 2004
QUÉ FRÔ, QUÉ FRÔ...
Ora leiam lá esta, que é muito boa:
"Um monhé quase a morrer tinha toda a familia em sua volta. Já a fraquejar, pergunta:
- Bashir, estás aqui meu filho?
- Sim, meu pai.
- Sara, também estás?
- Sim, meu pai.
- E tu, Sanjeev?
- Também, meu pai.
- Seus filhos da puta! Quem é que ficou na loja?!?"
Ora leiam lá esta, que é muito boa:
"Um monhé quase a morrer tinha toda a familia em sua volta. Já a fraquejar, pergunta:
- Bashir, estás aqui meu filho?
- Sim, meu pai.
- Sara, também estás?
- Sim, meu pai.
- E tu, Sanjeev?
- Também, meu pai.
- Seus filhos da puta! Quem é que ficou na loja?!?"
segunda-feira, outubro 04, 2004
BAPTISMO DE VENTO
Gostava de dar uma palavrinha às alminhas que baptizam tudo o que é furacão, terremoto e afins. Que raio de ideia, essa de chamar "Hugo", "Charlie", "Jeanne" a tudo o que é desastre natural. Então e nomes como deve ser, não há nada? Que tal "Espiralado Braço de Satã" ou "Mensageiro do Armagedão", hein? Isto é que era um nome à furacão-macho! "El Ninõ"...? Por amor de Deus. Qualquer dia aparece aí algum ciclone "Piruças", não?
Outra coisa que anda a corroer as minhas patrióticas entranhas é o facto de nunca mais termos o nosso furacãozito nacional. É verdade! Até nas catástrofes naturais estamos na cauda de tudo e mais alguma coisa.
A fim de acabar com (mais) esta imoralidade, começo desde já por me chegar à frente e avançar as hipóteses "Maria Francisca", "Maria da Purificação", "Simões", "Antunes" e "Dani do Laranjeiro". Mas fico à espera do douto contributo da minha plateia. Naturalmente.
Gostava de dar uma palavrinha às alminhas que baptizam tudo o que é furacão, terremoto e afins. Que raio de ideia, essa de chamar "Hugo", "Charlie", "Jeanne" a tudo o que é desastre natural. Então e nomes como deve ser, não há nada? Que tal "Espiralado Braço de Satã" ou "Mensageiro do Armagedão", hein? Isto é que era um nome à furacão-macho! "El Ninõ"...? Por amor de Deus. Qualquer dia aparece aí algum ciclone "Piruças", não?
Outra coisa que anda a corroer as minhas patrióticas entranhas é o facto de nunca mais termos o nosso furacãozito nacional. É verdade! Até nas catástrofes naturais estamos na cauda de tudo e mais alguma coisa.
A fim de acabar com (mais) esta imoralidade, começo desde já por me chegar à frente e avançar as hipóteses "Maria Francisca", "Maria da Purificação", "Simões", "Antunes" e "Dani do Laranjeiro". Mas fico à espera do douto contributo da minha plateia. Naturalmente.
sexta-feira, setembro 24, 2004
TEMPERATURA AMBIENTE
Dois eventos marcaram indelevelmente a minha época estival.
O primeiro foi uma "trancada" que presenciei in loco entre um casal de surfistas apaixonados, na Praia Grande, aí pelas 4 da tarde de um Domingo. Tendo o paredão como sustentáculo, um jovem empenhado lá ia repetindo movimentos de anca em direcção ao céu, ou mais concretamente, em direcção à jovem que estava geometricamente encavalitada em cima do seu foguete. Foi giro.
O outro foi uma frase. Uma mera frase. Meditando sobre a agradável temperatura que se fazia sentir em dado momento, o meu amigo Gonçalo sai-se com a seguinte reflexão:
"Isto hoje está bom. A praia está mesmo à temperatura ambiente".
Enfim, uma "trancada" e uma conversa sobre o tempo. A vida segue dentro de momentos.
Dois eventos marcaram indelevelmente a minha época estival.
O primeiro foi uma "trancada" que presenciei in loco entre um casal de surfistas apaixonados, na Praia Grande, aí pelas 4 da tarde de um Domingo. Tendo o paredão como sustentáculo, um jovem empenhado lá ia repetindo movimentos de anca em direcção ao céu, ou mais concretamente, em direcção à jovem que estava geometricamente encavalitada em cima do seu foguete. Foi giro.
O outro foi uma frase. Uma mera frase. Meditando sobre a agradável temperatura que se fazia sentir em dado momento, o meu amigo Gonçalo sai-se com a seguinte reflexão:
"Isto hoje está bom. A praia está mesmo à temperatura ambiente".
Enfim, uma "trancada" e uma conversa sobre o tempo. A vida segue dentro de momentos.
quarta-feira, setembro 22, 2004
CUIDADO, VEM AÍ O XACOBEO...
Numa arrojada -na melhor das hipóteses...- manobra publicitária, a Xunta de Turismo de Galicia vem rezar o seguinte num "outdoor" na A1, lá para as bandas de Vila Franca:
"Foge a Santiago de Compostela"
Tudo bem, pá, ó senhores galegos do turismo. Prometo que não ponho aí os pés.
Numa arrojada -na melhor das hipóteses...- manobra publicitária, a Xunta de Turismo de Galicia vem rezar o seguinte num "outdoor" na A1, lá para as bandas de Vila Franca:
"Foge a Santiago de Compostela"
Tudo bem, pá, ó senhores galegos do turismo. Prometo que não ponho aí os pés.
sábado, setembro 11, 2004
Olá, olá e assim
Dediquei-me numa destas sonolentas tardes de Domingo a apanhar uma barrigada de National Geographic, Odisseia, Discovery e tudo o que demais envolve animaizinhos que se comem uns aos outros. Não, não é desses que estou a falar: é dos que comem para sobreviver. Só isso.
"Ranking Animal" para aqui, " "Momento Discovery" para ali, lá me fui tornando um cidadão mais culto à medida que a tarde se espraiava.
De tudo o que me passou pelos olhos, houve um detalhe que achei particularmente curioso: a fêmea de um lêmur qualquer lá das Áfricas (já não me lembro do nome, só sei que tinha uma risca branca por debaixo da cremalheira) só está disposta a procriar 24 horas por ano...
Pois é, pois é...Um dia por ano, até o chão deve tremer na ilha de Madagáscar...
Faz lembrar aquela clássica anedota da feira repleta de gente, em que um cavalheiro vai inquirindo a populaça sobre o número de vezes que têm sexo por ano. As respostas vão surgindo de forma decrescente, desde os 1300, 1000, 900, (...) 10, 5...até que chegamos à pergunta fatídica:
"-E uma? Quem é que tem sexo uma vez por ano...?"
Segue-se um silêncio sepulcral, rompido bruscamente pelos berros histéricos de um transeunte:
"-EU!!!!!!!!! EU!!!!!!!"
Fica tudo estupefacto, até que o inquiridor lhe pergunta, baralhado:
"-Então mas se você só tem sorte uma vez por ano, como é que está tão contente...?"
"-É HOJE!!!!!! É HOJE!!!!!!"
Dediquei-me numa destas sonolentas tardes de Domingo a apanhar uma barrigada de National Geographic, Odisseia, Discovery e tudo o que demais envolve animaizinhos que se comem uns aos outros. Não, não é desses que estou a falar: é dos que comem para sobreviver. Só isso.
"Ranking Animal" para aqui, " "Momento Discovery" para ali, lá me fui tornando um cidadão mais culto à medida que a tarde se espraiava.
De tudo o que me passou pelos olhos, houve um detalhe que achei particularmente curioso: a fêmea de um lêmur qualquer lá das Áfricas (já não me lembro do nome, só sei que tinha uma risca branca por debaixo da cremalheira) só está disposta a procriar 24 horas por ano...
Pois é, pois é...Um dia por ano, até o chão deve tremer na ilha de Madagáscar...
Faz lembrar aquela clássica anedota da feira repleta de gente, em que um cavalheiro vai inquirindo a populaça sobre o número de vezes que têm sexo por ano. As respostas vão surgindo de forma decrescente, desde os 1300, 1000, 900, (...) 10, 5...até que chegamos à pergunta fatídica:
"-E uma? Quem é que tem sexo uma vez por ano...?"
Segue-se um silêncio sepulcral, rompido bruscamente pelos berros histéricos de um transeunte:
"-EU!!!!!!!!! EU!!!!!!!"
Fica tudo estupefacto, até que o inquiridor lhe pergunta, baralhado:
"-Então mas se você só tem sorte uma vez por ano, como é que está tão contente...?"
"-É HOJE!!!!!! É HOJE!!!!!!"
terça-feira, setembro 07, 2004
Saudações, publicanos, fariseus, Coríntios e gentios em geral
Após prolongada ausência (leia-se balda) eis-me de volta ao frenesim publicista neste bastardo pasquim virtual. Não tenho tido tempo para isto, essa é a triste verdade, mas vou tentar redimir-me. Mas por agora já chega de cantiga, vamos ao que interessa.
Há formas mais e menos óbvias de uma mulher mostrar que não está com grande apetite para a coisa, não obstante os avanços insistentes do parceiro. Porém, a mais original que já ouvi (não estava lá, contaram-me...) tem como pano de fundo o Festival da Canção da RTP. Isso mesmo, o Festival da Canção.
Então não é a dita propõe ao pouco aventurado consorte uma catita sessão de visionamento do dito programa, como alternativa ao fervor apaixonado com que este se lhe dirigia: "E se fossemos ver o Festival...?"
Diz-me ela que "As mulheres são diferentes" e "...nem sempre apetece". O mais engraçado é que ela nem gosta de ver aquela trampa, foi apenas uma manobra de diversão. É muito triste, quando é maior diversão ouvir o Eládio Clímaco do que estar com o namorado na cama. Deve dar muito que pensar, seguramente.
Após prolongada ausência (leia-se balda) eis-me de volta ao frenesim publicista neste bastardo pasquim virtual. Não tenho tido tempo para isto, essa é a triste verdade, mas vou tentar redimir-me. Mas por agora já chega de cantiga, vamos ao que interessa.
Há formas mais e menos óbvias de uma mulher mostrar que não está com grande apetite para a coisa, não obstante os avanços insistentes do parceiro. Porém, a mais original que já ouvi (não estava lá, contaram-me...) tem como pano de fundo o Festival da Canção da RTP. Isso mesmo, o Festival da Canção.
Então não é a dita propõe ao pouco aventurado consorte uma catita sessão de visionamento do dito programa, como alternativa ao fervor apaixonado com que este se lhe dirigia: "E se fossemos ver o Festival...?"
Diz-me ela que "As mulheres são diferentes" e "...nem sempre apetece". O mais engraçado é que ela nem gosta de ver aquela trampa, foi apenas uma manobra de diversão. É muito triste, quando é maior diversão ouvir o Eládio Clímaco do que estar com o namorado na cama. Deve dar muito que pensar, seguramente.
quarta-feira, agosto 25, 2004
A TRÍADE SAGRADA
Nada disso, caro telespectador, não é nenhum texto-sequela da crónica ao livrinho da moda. Não há cá esoterismos, mistérios bíblicos nem nada que se pareça. A tríade sagrada a que me refiro trata dos três pilares fundamentais que norteiam a existência do meu excelso amigo Nelson Mendes, a saber:
-nunca levar no rabo
-nunca votar no Bloco de Esquerda (sob pena de ser merecidamente sujeito à alinea anterior)
-nunca praticar columbofilia (não, não tem nada a ver com dar cabo da anilha aos pombos; vê-los voar, e pouco mais)
Enfim, um homem do povo, o meu amigo Nelson Mendes.
Nada disso, caro telespectador, não é nenhum texto-sequela da crónica ao livrinho da moda. Não há cá esoterismos, mistérios bíblicos nem nada que se pareça. A tríade sagrada a que me refiro trata dos três pilares fundamentais que norteiam a existência do meu excelso amigo Nelson Mendes, a saber:
-nunca levar no rabo
-nunca votar no Bloco de Esquerda (sob pena de ser merecidamente sujeito à alinea anterior)
-nunca praticar columbofilia (não, não tem nada a ver com dar cabo da anilha aos pombos; vê-los voar, e pouco mais)
Enfim, um homem do povo, o meu amigo Nelson Mendes.
sexta-feira, agosto 06, 2004
"JÁ FUI O CONQUISTADOOOR..."
Na minha habitual peregrinação à FNAC, tenho sempre o hábito de mirar a tabela do "Top 10" das vendas de livros. Eis senão quando me deparo com o seguinte ultraje:
1º "O Código da Vinci-Romance"
2º O Código Da Vinci descodificado-o guia não autorizado dos factos por detrás da ficção"
(...)
5º O Segredo dos Templários-o Destino de Cristo: a investigação que deu origem a o Código da Vinci"
Investigação? Factos? Descodificado? Cambada de aldrabões!!! Já é altura de alguém fazer luz sobre esta tanga pegada. Na verdade, a história que baseia essa máquina de fazer dinheiro está paradoxalmente ligada a um humilde monge beneditino. Zarpou numa caravela para o Brasil, na altura dos Descobrimentos, a fim de evangelizar os gentios que por lá habitassem. Tal era o seu apetite sexual que passou a ser conhecido entre as nativas como o " Cônego que Dá Vintchi". Agora sim, a coisa está mesmo desmistificada. Tudo o resto são patranhas de gajos que fazem tudo para ganhar umas coroas.
P.S. Estão prontinhos para sair duas ou três versões de minha autoria, onde exponho friamente e sem qualquer interesse comercial a verdade nua e crua, sem subterfúgios infantis:
"Anita vai à Escola e decifra o Código Da Vinci"
"Astérix e o Código da Vinci"
"O Código da Vinci: saiba tudo sobre a melhoria da sua performance sexual, como fabricar o elixir da eterna juventude, como curar infecção de HIV e mais dez dicas ultra-infalíveis para engatar quem quer que lhe passe pela cabeça"
Na minha habitual peregrinação à FNAC, tenho sempre o hábito de mirar a tabela do "Top 10" das vendas de livros. Eis senão quando me deparo com o seguinte ultraje:
1º "O Código da Vinci-Romance"
2º O Código Da Vinci descodificado-o guia não autorizado dos factos por detrás da ficção"
(...)
5º O Segredo dos Templários-o Destino de Cristo: a investigação que deu origem a o Código da Vinci"
Investigação? Factos? Descodificado? Cambada de aldrabões!!! Já é altura de alguém fazer luz sobre esta tanga pegada. Na verdade, a história que baseia essa máquina de fazer dinheiro está paradoxalmente ligada a um humilde monge beneditino. Zarpou numa caravela para o Brasil, na altura dos Descobrimentos, a fim de evangelizar os gentios que por lá habitassem. Tal era o seu apetite sexual que passou a ser conhecido entre as nativas como o " Cônego que Dá Vintchi". Agora sim, a coisa está mesmo desmistificada. Tudo o resto são patranhas de gajos que fazem tudo para ganhar umas coroas.
P.S. Estão prontinhos para sair duas ou três versões de minha autoria, onde exponho friamente e sem qualquer interesse comercial a verdade nua e crua, sem subterfúgios infantis:
"Anita vai à Escola e decifra o Código Da Vinci"
"Astérix e o Código da Vinci"
"O Código da Vinci: saiba tudo sobre a melhoria da sua performance sexual, como fabricar o elixir da eterna juventude, como curar infecção de HIV e mais dez dicas ultra-infalíveis para engatar quem quer que lhe passe pela cabeça"
quinta-feira, julho 29, 2004
Seja solidário...
Eu sei que não é bem o meu género, mas venho aqui apelar à criação da segunda corrente de solidariedade daqui do "Parque". A segunda, porque a primeira já remonta à minha segunda ou terceira postada (caraças, ao tempo que isso já foi...)
Nessa altura foi apenas uma brincadeira, onde apelei ao meu (outrora) diminuto corpo de leitores para essa nobre empresa da subsidiação da minha viagem às Maldivas.
Mas agora a coisa é séria, muito séria: Portugueses e Portuguesas, vamos oferecer um corte de cabelo ao António Manuel Ribeiro, o rapazola dos UHF!!! E já agora, um casaquito novo, porque o cabedal é resistente, mas não eterno.
Não vire a cara a este desesperado pedido de ajuda, o Tó Mané precisa de si.
Eu sei que não é bem o meu género, mas venho aqui apelar à criação da segunda corrente de solidariedade daqui do "Parque". A segunda, porque a primeira já remonta à minha segunda ou terceira postada (caraças, ao tempo que isso já foi...)
Nessa altura foi apenas uma brincadeira, onde apelei ao meu (outrora) diminuto corpo de leitores para essa nobre empresa da subsidiação da minha viagem às Maldivas.
Mas agora a coisa é séria, muito séria: Portugueses e Portuguesas, vamos oferecer um corte de cabelo ao António Manuel Ribeiro, o rapazola dos UHF!!! E já agora, um casaquito novo, porque o cabedal é resistente, mas não eterno.
Não vire a cara a este desesperado pedido de ajuda, o Tó Mané precisa de si.
sexta-feira, julho 23, 2004
Sugestões para o fim-de-semana (porque o "Parque" é um serviço público):
Meninas: dispam-se de preconceitos e vão animar a costa portuguesa. Vamos lá tostar essas glândulas mamárias.
Meninos: dêem um soco bem dado na areia, pela altura do baixo ventre e deitem-se confortavelmente de barriga para baixo. Isso de "armar tenda" na praia pode tornar-se embaraçoso...
Meninas&Meninos: não vão ver o "Homem Aranha 2". Depois não digam que não avisei.
Meninas: dispam-se de preconceitos e vão animar a costa portuguesa. Vamos lá tostar essas glândulas mamárias.
Meninos: dêem um soco bem dado na areia, pela altura do baixo ventre e deitem-se confortavelmente de barriga para baixo. Isso de "armar tenda" na praia pode tornar-se embaraçoso...
Meninas&Meninos: não vão ver o "Homem Aranha 2". Depois não digam que não avisei.
quinta-feira, julho 22, 2004
Retalhos da vida de um tuner...
Recebi há dias um e-mail de um tuner (para quem nunca ouviu falar, são aqueles filhos de Deus que gostam de encher os carros com paneleirices, muito sumariamente) agastado com um textozito inofensivo aqui do Parque, onde me debrucei sobre o fenómeno "tuning" com alguma profundidade.
Sucede que o Luis Lino, (assim se chama a virgem ofendida) resolveu chamar-me à razão, presenteando-me com a pérola que vou passar a citar já, já de seguida. A vossa atenção, por favor:
"Isto é para calar citações do género: " Em abono da verdade, as meninas que –regra geral- ocupam o lugar do pendura, não são propriamente um expoente de beleza. Feitas as contas, é muitas vezes necessário juntar vários especimens, por forma a conseguir reunir um exemplar de dentição completa... "
pois então fika lá com as picotadas e resto do ppl do tuning k nós vamos vivendo a vida ao som do redline (sabes o k é??) temos pena k só por que não se gosta tenha que se criticar... mas enfim não vale a pena ensinar burros, eles não aprendem...
P.S. não confundir street racing com tuning!! (se kiseres tb te explico a diferença...) kresce e aprende!!!
"As desculpas não se pedem, evitam-se!" "Don't ask for apologies, avoid them!" "Les excuses ne se demandent pas, on les évite!" [Tânia Santos]"
Já cá estou outra vez, caro leitor. E esta, hein...? Aquela frase do "nós vamos vivendo a vida ao som do redline" deixou-me sem palavras. Lacrimejante. Como diz o meu irmão, só vivem ao som do "redline" porque querem: experimentem meter a segunda de vez em quando e já só faz metade do barulho.
P.S: Acima de tudo...NUNCA CONFUNDIR STREET RACING COM TUNING!!!! Livrem-se!!!!
Recebi há dias um e-mail de um tuner (para quem nunca ouviu falar, são aqueles filhos de Deus que gostam de encher os carros com paneleirices, muito sumariamente) agastado com um textozito inofensivo aqui do Parque, onde me debrucei sobre o fenómeno "tuning" com alguma profundidade.
Sucede que o Luis Lino, (assim se chama a virgem ofendida) resolveu chamar-me à razão, presenteando-me com a pérola que vou passar a citar já, já de seguida. A vossa atenção, por favor:
"Isto é para calar citações do género: " Em abono da verdade, as meninas que –regra geral- ocupam o lugar do pendura, não são propriamente um expoente de beleza. Feitas as contas, é muitas vezes necessário juntar vários especimens, por forma a conseguir reunir um exemplar de dentição completa... "
pois então fika lá com as picotadas e resto do ppl do tuning k nós vamos vivendo a vida ao som do redline (sabes o k é??) temos pena k só por que não se gosta tenha que se criticar... mas enfim não vale a pena ensinar burros, eles não aprendem...
P.S. não confundir street racing com tuning!! (se kiseres tb te explico a diferença...) kresce e aprende!!!
"As desculpas não se pedem, evitam-se!" "Don't ask for apologies, avoid them!" "Les excuses ne se demandent pas, on les évite!" [Tânia Santos]"
Já cá estou outra vez, caro leitor. E esta, hein...? Aquela frase do "nós vamos vivendo a vida ao som do redline" deixou-me sem palavras. Lacrimejante. Como diz o meu irmão, só vivem ao som do "redline" porque querem: experimentem meter a segunda de vez em quando e já só faz metade do barulho.
P.S: Acima de tudo...NUNCA CONFUNDIR STREET RACING COM TUNING!!!! Livrem-se!!!!
terça-feira, julho 13, 2004
"Tupperware-dos-Pobrezinhos..."
Pois é, além aqui do nosso Parque, há um artefacto do reino do "PVC&friends" que também merece o cognome de "Pobrezinho": a tigela Domplex.
Não sei se o caro leitor já alguma vez atentou na pobreza franciscana que são as acções de marketing dessa companhia, mas é coisa para levar às lágrimas, no mínimo.
Depois do já clássico anúncio em que aparece a fábrica filmada de um helicóptero (coisa sofisticada, diga-se) as "beautiful minds" em causa lembraram-se de um slogan verdadeiramente revolucionário, a "pedrada no charco" no meio da publicidade em Portugal: "DOMPLEX, É BOM E TEM DOM".
E não me apetece dizer mais nada.
Pois é, além aqui do nosso Parque, há um artefacto do reino do "PVC&friends" que também merece o cognome de "Pobrezinho": a tigela Domplex.
Não sei se o caro leitor já alguma vez atentou na pobreza franciscana que são as acções de marketing dessa companhia, mas é coisa para levar às lágrimas, no mínimo.
Depois do já clássico anúncio em que aparece a fábrica filmada de um helicóptero (coisa sofisticada, diga-se) as "beautiful minds" em causa lembraram-se de um slogan verdadeiramente revolucionário, a "pedrada no charco" no meio da publicidade em Portugal: "DOMPLEX, É BOM E TEM DOM".
E não me apetece dizer mais nada.
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