Homem prevenido vale por dois...
Sábado à noite.
Jantar com pessoal do trabalho -bem regado, menos para o vosso Mr. 7UP- enfim, business as usual. Até aqui, menos mal.
Menos bem estive na hora das despedidas. Ao lado do barracão (e já estou a ser condescendente) onde tomámos o dito repasto, aprochega-se uma jovem (16 anitos, bestialmente ébria) a pedir-me outro cigarro. Sim, outro, porque supostamente já lhe teria dado outro anteriormente. Faz conta. Mas não. Eu nem fumo. Ela é que estava com uma valente carraspana.
Em vez de lhe "dar com o charuto" (C. Martins dixit) limitei-me paneleiramente a encolher os ombros e a tentar convencê-la que estava a falar com outro gajo qualquer, que estava enganada, etc, etc, etc...Enfim, bichanismos avulsos, nos quais não me posso escudar.
Segunda à tarde.
Uma colega (beeeeeeeeeeeeemmmmmmmm boooooooooooaaaaaaaaaaa) que nunca tinha visto mais gorda dirige-se a mim, perguntando-me se tenho um envelope. Isso mesmo, um envelope. E eu -que sou em expoente de solicitude- movo montes, vales e penhascos na tentativa de encontrar um mísero exemplar desse Santo Graal do material de escritório. Em vão, diga-se. E ela lá saiu da sala, de mãos a abanar, envolta numa bruma translúcida, como deusa passeando pela brisa da tarde. Suspiro.
Moral da história:
Tá bem que um raio não cai duas vezes no mesmo sítio, mas já não saio de casa sem um cigarrito e um envelope. You never know...
segunda-feira, outubro 11, 2004
sexta-feira, outubro 08, 2004
QUÉ FRÔ, QUÉ FRÔ...
Ora leiam lá esta, que é muito boa:
"Um monhé quase a morrer tinha toda a familia em sua volta. Já a fraquejar, pergunta:
- Bashir, estás aqui meu filho?
- Sim, meu pai.
- Sara, também estás?
- Sim, meu pai.
- E tu, Sanjeev?
- Também, meu pai.
- Seus filhos da puta! Quem é que ficou na loja?!?"
Ora leiam lá esta, que é muito boa:
"Um monhé quase a morrer tinha toda a familia em sua volta. Já a fraquejar, pergunta:
- Bashir, estás aqui meu filho?
- Sim, meu pai.
- Sara, também estás?
- Sim, meu pai.
- E tu, Sanjeev?
- Também, meu pai.
- Seus filhos da puta! Quem é que ficou na loja?!?"
segunda-feira, outubro 04, 2004
BAPTISMO DE VENTO
Gostava de dar uma palavrinha às alminhas que baptizam tudo o que é furacão, terremoto e afins. Que raio de ideia, essa de chamar "Hugo", "Charlie", "Jeanne" a tudo o que é desastre natural. Então e nomes como deve ser, não há nada? Que tal "Espiralado Braço de Satã" ou "Mensageiro do Armagedão", hein? Isto é que era um nome à furacão-macho! "El Ninõ"...? Por amor de Deus. Qualquer dia aparece aí algum ciclone "Piruças", não?
Outra coisa que anda a corroer as minhas patrióticas entranhas é o facto de nunca mais termos o nosso furacãozito nacional. É verdade! Até nas catástrofes naturais estamos na cauda de tudo e mais alguma coisa.
A fim de acabar com (mais) esta imoralidade, começo desde já por me chegar à frente e avançar as hipóteses "Maria Francisca", "Maria da Purificação", "Simões", "Antunes" e "Dani do Laranjeiro". Mas fico à espera do douto contributo da minha plateia. Naturalmente.
Gostava de dar uma palavrinha às alminhas que baptizam tudo o que é furacão, terremoto e afins. Que raio de ideia, essa de chamar "Hugo", "Charlie", "Jeanne" a tudo o que é desastre natural. Então e nomes como deve ser, não há nada? Que tal "Espiralado Braço de Satã" ou "Mensageiro do Armagedão", hein? Isto é que era um nome à furacão-macho! "El Ninõ"...? Por amor de Deus. Qualquer dia aparece aí algum ciclone "Piruças", não?
Outra coisa que anda a corroer as minhas patrióticas entranhas é o facto de nunca mais termos o nosso furacãozito nacional. É verdade! Até nas catástrofes naturais estamos na cauda de tudo e mais alguma coisa.
A fim de acabar com (mais) esta imoralidade, começo desde já por me chegar à frente e avançar as hipóteses "Maria Francisca", "Maria da Purificação", "Simões", "Antunes" e "Dani do Laranjeiro". Mas fico à espera do douto contributo da minha plateia. Naturalmente.
sexta-feira, setembro 24, 2004
TEMPERATURA AMBIENTE
Dois eventos marcaram indelevelmente a minha época estival.
O primeiro foi uma "trancada" que presenciei in loco entre um casal de surfistas apaixonados, na Praia Grande, aí pelas 4 da tarde de um Domingo. Tendo o paredão como sustentáculo, um jovem empenhado lá ia repetindo movimentos de anca em direcção ao céu, ou mais concretamente, em direcção à jovem que estava geometricamente encavalitada em cima do seu foguete. Foi giro.
O outro foi uma frase. Uma mera frase. Meditando sobre a agradável temperatura que se fazia sentir em dado momento, o meu amigo Gonçalo sai-se com a seguinte reflexão:
"Isto hoje está bom. A praia está mesmo à temperatura ambiente".
Enfim, uma "trancada" e uma conversa sobre o tempo. A vida segue dentro de momentos.
Dois eventos marcaram indelevelmente a minha época estival.
O primeiro foi uma "trancada" que presenciei in loco entre um casal de surfistas apaixonados, na Praia Grande, aí pelas 4 da tarde de um Domingo. Tendo o paredão como sustentáculo, um jovem empenhado lá ia repetindo movimentos de anca em direcção ao céu, ou mais concretamente, em direcção à jovem que estava geometricamente encavalitada em cima do seu foguete. Foi giro.
O outro foi uma frase. Uma mera frase. Meditando sobre a agradável temperatura que se fazia sentir em dado momento, o meu amigo Gonçalo sai-se com a seguinte reflexão:
"Isto hoje está bom. A praia está mesmo à temperatura ambiente".
Enfim, uma "trancada" e uma conversa sobre o tempo. A vida segue dentro de momentos.
quarta-feira, setembro 22, 2004
CUIDADO, VEM AÍ O XACOBEO...
Numa arrojada -na melhor das hipóteses...- manobra publicitária, a Xunta de Turismo de Galicia vem rezar o seguinte num "outdoor" na A1, lá para as bandas de Vila Franca:
"Foge a Santiago de Compostela"
Tudo bem, pá, ó senhores galegos do turismo. Prometo que não ponho aí os pés.
Numa arrojada -na melhor das hipóteses...- manobra publicitária, a Xunta de Turismo de Galicia vem rezar o seguinte num "outdoor" na A1, lá para as bandas de Vila Franca:
"Foge a Santiago de Compostela"
Tudo bem, pá, ó senhores galegos do turismo. Prometo que não ponho aí os pés.
sábado, setembro 11, 2004
Olá, olá e assim
Dediquei-me numa destas sonolentas tardes de Domingo a apanhar uma barrigada de National Geographic, Odisseia, Discovery e tudo o que demais envolve animaizinhos que se comem uns aos outros. Não, não é desses que estou a falar: é dos que comem para sobreviver. Só isso.
"Ranking Animal" para aqui, " "Momento Discovery" para ali, lá me fui tornando um cidadão mais culto à medida que a tarde se espraiava.
De tudo o que me passou pelos olhos, houve um detalhe que achei particularmente curioso: a fêmea de um lêmur qualquer lá das Áfricas (já não me lembro do nome, só sei que tinha uma risca branca por debaixo da cremalheira) só está disposta a procriar 24 horas por ano...
Pois é, pois é...Um dia por ano, até o chão deve tremer na ilha de Madagáscar...
Faz lembrar aquela clássica anedota da feira repleta de gente, em que um cavalheiro vai inquirindo a populaça sobre o número de vezes que têm sexo por ano. As respostas vão surgindo de forma decrescente, desde os 1300, 1000, 900, (...) 10, 5...até que chegamos à pergunta fatídica:
"-E uma? Quem é que tem sexo uma vez por ano...?"
Segue-se um silêncio sepulcral, rompido bruscamente pelos berros histéricos de um transeunte:
"-EU!!!!!!!!! EU!!!!!!!"
Fica tudo estupefacto, até que o inquiridor lhe pergunta, baralhado:
"-Então mas se você só tem sorte uma vez por ano, como é que está tão contente...?"
"-É HOJE!!!!!! É HOJE!!!!!!"
Dediquei-me numa destas sonolentas tardes de Domingo a apanhar uma barrigada de National Geographic, Odisseia, Discovery e tudo o que demais envolve animaizinhos que se comem uns aos outros. Não, não é desses que estou a falar: é dos que comem para sobreviver. Só isso.
"Ranking Animal" para aqui, " "Momento Discovery" para ali, lá me fui tornando um cidadão mais culto à medida que a tarde se espraiava.
De tudo o que me passou pelos olhos, houve um detalhe que achei particularmente curioso: a fêmea de um lêmur qualquer lá das Áfricas (já não me lembro do nome, só sei que tinha uma risca branca por debaixo da cremalheira) só está disposta a procriar 24 horas por ano...
Pois é, pois é...Um dia por ano, até o chão deve tremer na ilha de Madagáscar...
Faz lembrar aquela clássica anedota da feira repleta de gente, em que um cavalheiro vai inquirindo a populaça sobre o número de vezes que têm sexo por ano. As respostas vão surgindo de forma decrescente, desde os 1300, 1000, 900, (...) 10, 5...até que chegamos à pergunta fatídica:
"-E uma? Quem é que tem sexo uma vez por ano...?"
Segue-se um silêncio sepulcral, rompido bruscamente pelos berros histéricos de um transeunte:
"-EU!!!!!!!!! EU!!!!!!!"
Fica tudo estupefacto, até que o inquiridor lhe pergunta, baralhado:
"-Então mas se você só tem sorte uma vez por ano, como é que está tão contente...?"
"-É HOJE!!!!!! É HOJE!!!!!!"
terça-feira, setembro 07, 2004
Saudações, publicanos, fariseus, Coríntios e gentios em geral
Após prolongada ausência (leia-se balda) eis-me de volta ao frenesim publicista neste bastardo pasquim virtual. Não tenho tido tempo para isto, essa é a triste verdade, mas vou tentar redimir-me. Mas por agora já chega de cantiga, vamos ao que interessa.
Há formas mais e menos óbvias de uma mulher mostrar que não está com grande apetite para a coisa, não obstante os avanços insistentes do parceiro. Porém, a mais original que já ouvi (não estava lá, contaram-me...) tem como pano de fundo o Festival da Canção da RTP. Isso mesmo, o Festival da Canção.
Então não é a dita propõe ao pouco aventurado consorte uma catita sessão de visionamento do dito programa, como alternativa ao fervor apaixonado com que este se lhe dirigia: "E se fossemos ver o Festival...?"
Diz-me ela que "As mulheres são diferentes" e "...nem sempre apetece". O mais engraçado é que ela nem gosta de ver aquela trampa, foi apenas uma manobra de diversão. É muito triste, quando é maior diversão ouvir o Eládio Clímaco do que estar com o namorado na cama. Deve dar muito que pensar, seguramente.
Após prolongada ausência (leia-se balda) eis-me de volta ao frenesim publicista neste bastardo pasquim virtual. Não tenho tido tempo para isto, essa é a triste verdade, mas vou tentar redimir-me. Mas por agora já chega de cantiga, vamos ao que interessa.
Há formas mais e menos óbvias de uma mulher mostrar que não está com grande apetite para a coisa, não obstante os avanços insistentes do parceiro. Porém, a mais original que já ouvi (não estava lá, contaram-me...) tem como pano de fundo o Festival da Canção da RTP. Isso mesmo, o Festival da Canção.
Então não é a dita propõe ao pouco aventurado consorte uma catita sessão de visionamento do dito programa, como alternativa ao fervor apaixonado com que este se lhe dirigia: "E se fossemos ver o Festival...?"
Diz-me ela que "As mulheres são diferentes" e "...nem sempre apetece". O mais engraçado é que ela nem gosta de ver aquela trampa, foi apenas uma manobra de diversão. É muito triste, quando é maior diversão ouvir o Eládio Clímaco do que estar com o namorado na cama. Deve dar muito que pensar, seguramente.
quarta-feira, agosto 25, 2004
A TRÍADE SAGRADA
Nada disso, caro telespectador, não é nenhum texto-sequela da crónica ao livrinho da moda. Não há cá esoterismos, mistérios bíblicos nem nada que se pareça. A tríade sagrada a que me refiro trata dos três pilares fundamentais que norteiam a existência do meu excelso amigo Nelson Mendes, a saber:
-nunca levar no rabo
-nunca votar no Bloco de Esquerda (sob pena de ser merecidamente sujeito à alinea anterior)
-nunca praticar columbofilia (não, não tem nada a ver com dar cabo da anilha aos pombos; vê-los voar, e pouco mais)
Enfim, um homem do povo, o meu amigo Nelson Mendes.
Nada disso, caro telespectador, não é nenhum texto-sequela da crónica ao livrinho da moda. Não há cá esoterismos, mistérios bíblicos nem nada que se pareça. A tríade sagrada a que me refiro trata dos três pilares fundamentais que norteiam a existência do meu excelso amigo Nelson Mendes, a saber:
-nunca levar no rabo
-nunca votar no Bloco de Esquerda (sob pena de ser merecidamente sujeito à alinea anterior)
-nunca praticar columbofilia (não, não tem nada a ver com dar cabo da anilha aos pombos; vê-los voar, e pouco mais)
Enfim, um homem do povo, o meu amigo Nelson Mendes.
sexta-feira, agosto 06, 2004
"JÁ FUI O CONQUISTADOOOR..."
Na minha habitual peregrinação à FNAC, tenho sempre o hábito de mirar a tabela do "Top 10" das vendas de livros. Eis senão quando me deparo com o seguinte ultraje:
1º "O Código da Vinci-Romance"
2º O Código Da Vinci descodificado-o guia não autorizado dos factos por detrás da ficção"
(...)
5º O Segredo dos Templários-o Destino de Cristo: a investigação que deu origem a o Código da Vinci"
Investigação? Factos? Descodificado? Cambada de aldrabões!!! Já é altura de alguém fazer luz sobre esta tanga pegada. Na verdade, a história que baseia essa máquina de fazer dinheiro está paradoxalmente ligada a um humilde monge beneditino. Zarpou numa caravela para o Brasil, na altura dos Descobrimentos, a fim de evangelizar os gentios que por lá habitassem. Tal era o seu apetite sexual que passou a ser conhecido entre as nativas como o " Cônego que Dá Vintchi". Agora sim, a coisa está mesmo desmistificada. Tudo o resto são patranhas de gajos que fazem tudo para ganhar umas coroas.
P.S. Estão prontinhos para sair duas ou três versões de minha autoria, onde exponho friamente e sem qualquer interesse comercial a verdade nua e crua, sem subterfúgios infantis:
"Anita vai à Escola e decifra o Código Da Vinci"
"Astérix e o Código da Vinci"
"O Código da Vinci: saiba tudo sobre a melhoria da sua performance sexual, como fabricar o elixir da eterna juventude, como curar infecção de HIV e mais dez dicas ultra-infalíveis para engatar quem quer que lhe passe pela cabeça"
Na minha habitual peregrinação à FNAC, tenho sempre o hábito de mirar a tabela do "Top 10" das vendas de livros. Eis senão quando me deparo com o seguinte ultraje:
1º "O Código da Vinci-Romance"
2º O Código Da Vinci descodificado-o guia não autorizado dos factos por detrás da ficção"
(...)
5º O Segredo dos Templários-o Destino de Cristo: a investigação que deu origem a o Código da Vinci"
Investigação? Factos? Descodificado? Cambada de aldrabões!!! Já é altura de alguém fazer luz sobre esta tanga pegada. Na verdade, a história que baseia essa máquina de fazer dinheiro está paradoxalmente ligada a um humilde monge beneditino. Zarpou numa caravela para o Brasil, na altura dos Descobrimentos, a fim de evangelizar os gentios que por lá habitassem. Tal era o seu apetite sexual que passou a ser conhecido entre as nativas como o " Cônego que Dá Vintchi". Agora sim, a coisa está mesmo desmistificada. Tudo o resto são patranhas de gajos que fazem tudo para ganhar umas coroas.
P.S. Estão prontinhos para sair duas ou três versões de minha autoria, onde exponho friamente e sem qualquer interesse comercial a verdade nua e crua, sem subterfúgios infantis:
"Anita vai à Escola e decifra o Código Da Vinci"
"Astérix e o Código da Vinci"
"O Código da Vinci: saiba tudo sobre a melhoria da sua performance sexual, como fabricar o elixir da eterna juventude, como curar infecção de HIV e mais dez dicas ultra-infalíveis para engatar quem quer que lhe passe pela cabeça"
quinta-feira, julho 29, 2004
Seja solidário...
Eu sei que não é bem o meu género, mas venho aqui apelar à criação da segunda corrente de solidariedade daqui do "Parque". A segunda, porque a primeira já remonta à minha segunda ou terceira postada (caraças, ao tempo que isso já foi...)
Nessa altura foi apenas uma brincadeira, onde apelei ao meu (outrora) diminuto corpo de leitores para essa nobre empresa da subsidiação da minha viagem às Maldivas.
Mas agora a coisa é séria, muito séria: Portugueses e Portuguesas, vamos oferecer um corte de cabelo ao António Manuel Ribeiro, o rapazola dos UHF!!! E já agora, um casaquito novo, porque o cabedal é resistente, mas não eterno.
Não vire a cara a este desesperado pedido de ajuda, o Tó Mané precisa de si.
Eu sei que não é bem o meu género, mas venho aqui apelar à criação da segunda corrente de solidariedade daqui do "Parque". A segunda, porque a primeira já remonta à minha segunda ou terceira postada (caraças, ao tempo que isso já foi...)
Nessa altura foi apenas uma brincadeira, onde apelei ao meu (outrora) diminuto corpo de leitores para essa nobre empresa da subsidiação da minha viagem às Maldivas.
Mas agora a coisa é séria, muito séria: Portugueses e Portuguesas, vamos oferecer um corte de cabelo ao António Manuel Ribeiro, o rapazola dos UHF!!! E já agora, um casaquito novo, porque o cabedal é resistente, mas não eterno.
Não vire a cara a este desesperado pedido de ajuda, o Tó Mané precisa de si.
sexta-feira, julho 23, 2004
Sugestões para o fim-de-semana (porque o "Parque" é um serviço público):
Meninas: dispam-se de preconceitos e vão animar a costa portuguesa. Vamos lá tostar essas glândulas mamárias.
Meninos: dêem um soco bem dado na areia, pela altura do baixo ventre e deitem-se confortavelmente de barriga para baixo. Isso de "armar tenda" na praia pode tornar-se embaraçoso...
Meninas&Meninos: não vão ver o "Homem Aranha 2". Depois não digam que não avisei.
Meninas: dispam-se de preconceitos e vão animar a costa portuguesa. Vamos lá tostar essas glândulas mamárias.
Meninos: dêem um soco bem dado na areia, pela altura do baixo ventre e deitem-se confortavelmente de barriga para baixo. Isso de "armar tenda" na praia pode tornar-se embaraçoso...
Meninas&Meninos: não vão ver o "Homem Aranha 2". Depois não digam que não avisei.
quinta-feira, julho 22, 2004
Retalhos da vida de um tuner...
Recebi há dias um e-mail de um tuner (para quem nunca ouviu falar, são aqueles filhos de Deus que gostam de encher os carros com paneleirices, muito sumariamente) agastado com um textozito inofensivo aqui do Parque, onde me debrucei sobre o fenómeno "tuning" com alguma profundidade.
Sucede que o Luis Lino, (assim se chama a virgem ofendida) resolveu chamar-me à razão, presenteando-me com a pérola que vou passar a citar já, já de seguida. A vossa atenção, por favor:
"Isto é para calar citações do género: " Em abono da verdade, as meninas que –regra geral- ocupam o lugar do pendura, não são propriamente um expoente de beleza. Feitas as contas, é muitas vezes necessário juntar vários especimens, por forma a conseguir reunir um exemplar de dentição completa... "
pois então fika lá com as picotadas e resto do ppl do tuning k nós vamos vivendo a vida ao som do redline (sabes o k é??) temos pena k só por que não se gosta tenha que se criticar... mas enfim não vale a pena ensinar burros, eles não aprendem...
P.S. não confundir street racing com tuning!! (se kiseres tb te explico a diferença...) kresce e aprende!!!
"As desculpas não se pedem, evitam-se!" "Don't ask for apologies, avoid them!" "Les excuses ne se demandent pas, on les évite!" [Tânia Santos]"
Já cá estou outra vez, caro leitor. E esta, hein...? Aquela frase do "nós vamos vivendo a vida ao som do redline" deixou-me sem palavras. Lacrimejante. Como diz o meu irmão, só vivem ao som do "redline" porque querem: experimentem meter a segunda de vez em quando e já só faz metade do barulho.
P.S: Acima de tudo...NUNCA CONFUNDIR STREET RACING COM TUNING!!!! Livrem-se!!!!
Recebi há dias um e-mail de um tuner (para quem nunca ouviu falar, são aqueles filhos de Deus que gostam de encher os carros com paneleirices, muito sumariamente) agastado com um textozito inofensivo aqui do Parque, onde me debrucei sobre o fenómeno "tuning" com alguma profundidade.
Sucede que o Luis Lino, (assim se chama a virgem ofendida) resolveu chamar-me à razão, presenteando-me com a pérola que vou passar a citar já, já de seguida. A vossa atenção, por favor:
"Isto é para calar citações do género: " Em abono da verdade, as meninas que –regra geral- ocupam o lugar do pendura, não são propriamente um expoente de beleza. Feitas as contas, é muitas vezes necessário juntar vários especimens, por forma a conseguir reunir um exemplar de dentição completa... "
pois então fika lá com as picotadas e resto do ppl do tuning k nós vamos vivendo a vida ao som do redline (sabes o k é??) temos pena k só por que não se gosta tenha que se criticar... mas enfim não vale a pena ensinar burros, eles não aprendem...
P.S. não confundir street racing com tuning!! (se kiseres tb te explico a diferença...) kresce e aprende!!!
"As desculpas não se pedem, evitam-se!" "Don't ask for apologies, avoid them!" "Les excuses ne se demandent pas, on les évite!" [Tânia Santos]"
Já cá estou outra vez, caro leitor. E esta, hein...? Aquela frase do "nós vamos vivendo a vida ao som do redline" deixou-me sem palavras. Lacrimejante. Como diz o meu irmão, só vivem ao som do "redline" porque querem: experimentem meter a segunda de vez em quando e já só faz metade do barulho.
P.S: Acima de tudo...NUNCA CONFUNDIR STREET RACING COM TUNING!!!! Livrem-se!!!!
terça-feira, julho 13, 2004
"Tupperware-dos-Pobrezinhos..."
Pois é, além aqui do nosso Parque, há um artefacto do reino do "PVC&friends" que também merece o cognome de "Pobrezinho": a tigela Domplex.
Não sei se o caro leitor já alguma vez atentou na pobreza franciscana que são as acções de marketing dessa companhia, mas é coisa para levar às lágrimas, no mínimo.
Depois do já clássico anúncio em que aparece a fábrica filmada de um helicóptero (coisa sofisticada, diga-se) as "beautiful minds" em causa lembraram-se de um slogan verdadeiramente revolucionário, a "pedrada no charco" no meio da publicidade em Portugal: "DOMPLEX, É BOM E TEM DOM".
E não me apetece dizer mais nada.
Pois é, além aqui do nosso Parque, há um artefacto do reino do "PVC&friends" que também merece o cognome de "Pobrezinho": a tigela Domplex.
Não sei se o caro leitor já alguma vez atentou na pobreza franciscana que são as acções de marketing dessa companhia, mas é coisa para levar às lágrimas, no mínimo.
Depois do já clássico anúncio em que aparece a fábrica filmada de um helicóptero (coisa sofisticada, diga-se) as "beautiful minds" em causa lembraram-se de um slogan verdadeiramente revolucionário, a "pedrada no charco" no meio da publicidade em Portugal: "DOMPLEX, É BOM E TEM DOM".
E não me apetece dizer mais nada.
quinta-feira, julho 08, 2004
Extraordinário, como todos os mails que recebo baptizados de "Fw:Vale a pena ler", acabam incontornavelmente por nunca fazer jus ao seu título. Não há uma alma que salve a honra do convento. Nem uma.
Não é que as desventuras amorosas de uma jovem universitária americana não me interessem e nem sequer me atrevo a pôr em causa o valor intrínseco de uma corrente de amizade por e-mail. São coisas importantes e que merecem um lugar especial, relicário onde guardo religiosamente esses raios de sol e esperança num mundo melhor: a "Recycle Bin".
Não é que as desventuras amorosas de uma jovem universitária americana não me interessem e nem sequer me atrevo a pôr em causa o valor intrínseco de uma corrente de amizade por e-mail. São coisas importantes e que merecem um lugar especial, relicário onde guardo religiosamente esses raios de sol e esperança num mundo melhor: a "Recycle Bin".
segunda-feira, julho 05, 2004
CUIDADO COM AS MÁQUINAS DIGITAIS...
Um destes dias dediquei-me com mais empenho a explorar as potencialidades de uma dessas máquinas digitais. Agora que chegou o calor (e com ele as miúdas de alças) essas maquinetas representam um admirável mundo novo de possibilidades para um gajo criativo e rebarbado como e...eh, como tanta gente que há por aí. Foi amor à primeira vista.
Estava tudo a correr tão bem, eis senão quando essa vil e traiçoeira geringonça de dois tostões acaba brutalmente com nossa a lua-de-mel, presenteando-me com uma inesperada mensagem no visor:
"NIVEL DE PILA DEMASIADO BAJO PARA REALIZAR UNA VISTA EN VIVO!"
Máquina estúpida, ninguém te perguntou nada.
Um destes dias dediquei-me com mais empenho a explorar as potencialidades de uma dessas máquinas digitais. Agora que chegou o calor (e com ele as miúdas de alças) essas maquinetas representam um admirável mundo novo de possibilidades para um gajo criativo e rebarbado como e...eh, como tanta gente que há por aí. Foi amor à primeira vista.
Estava tudo a correr tão bem, eis senão quando essa vil e traiçoeira geringonça de dois tostões acaba brutalmente com nossa a lua-de-mel, presenteando-me com uma inesperada mensagem no visor:
"NIVEL DE PILA DEMASIADO BAJO PARA REALIZAR UNA VISTA EN VIVO!"
Máquina estúpida, ninguém te perguntou nada.
terça-feira, junho 29, 2004
"A VIDA FAZ TIC-TAC"...
Ponham-me uma deusa nórdica a abanar o traseiro num vestido branco justo, que eu prometo que compro tudo o que ela mandar: sejam umas pastilhas "Tic-Tac", crédito à habitação, telefones da Optimus ou uma mistela dessas limpa-fornos. Nem quero saber. Sou o sonho tornado realidade de qualquer publicitário.
Ponham-me uma deusa nórdica a abanar o traseiro num vestido branco justo, que eu prometo que compro tudo o que ela mandar: sejam umas pastilhas "Tic-Tac", crédito à habitação, telefones da Optimus ou uma mistela dessas limpa-fornos. Nem quero saber. Sou o sonho tornado realidade de qualquer publicitário.
sexta-feira, junho 25, 2004
UM CONTO DE NATAL
Antes de mais, peço desculpa pela minha prolongada ausência (leia-se balda de todo o tamanho), mas a minha caixa de plástico e silício lá de casa não anda muito cooperante com a minha vontade de postar. É a vida.
Hoje vim à escola e, claro está, aqui me desforro da menopausa que o meu paneleiro computador parece estar a atravessar. Adiante.
Que a Selecção tenha ganho e provocado uma explosão de euforia que nunca julgara possível, isso é qualquer coisa de espantoso. No entanto, muito além disso, ontem testemunhei um milagre.
É verdade, estimados ouvintes. Não desses milagres dos pães e dos peixes, mas uma coisinha mais à escala, embora não menos surpreendente. Sucede que tenho um vizinho cujo severo trombil faz lembrar aquele tipo que andava sempre à caça dos Estrumfes e que tinha um gato chamado Asrael, Gasganel ou...o raio que o parta. Não interessa.
Facto é que um cavalheiro que responde a um curriqueiro "boa tarde" com um grunhido ininteligível se dignou a (pasme-se) dirigir-me a palavra, dizendo qualquer coisa do género "-Isto hoje foi impróprio para cardíacos", não disfarçando um lapsus facial que me fez lembrar um sorriso, ou coisa muito parecida.
Veio para a rua mais o seu rebento, cada qual com seu cachecol. As velhotas aos pulos, a malta do bairro social a abanar os carros, o corpo de intervenção a malhar em dois foliões...enfim, uma festarola catita.
Menos positivo: um discípulo de Baco (aparece sempre um nestas ocasiões) que passou aí uma horita a vangloriar-se de possuir um apito oficial (ou uma merda qualquer do género) partilhando essa sua satisfação com os demais transeuntes, que estavam naturalmente muito interessados. Naturalmente.
Ó fado, saudade, vitórias morais e etc, vão apanhar caracóis.
Ontem vivi um conto de Natal, longe dessas tretas do Dickens.
Antes de mais, peço desculpa pela minha prolongada ausência (leia-se balda de todo o tamanho), mas a minha caixa de plástico e silício lá de casa não anda muito cooperante com a minha vontade de postar. É a vida.
Hoje vim à escola e, claro está, aqui me desforro da menopausa que o meu paneleiro computador parece estar a atravessar. Adiante.
Que a Selecção tenha ganho e provocado uma explosão de euforia que nunca julgara possível, isso é qualquer coisa de espantoso. No entanto, muito além disso, ontem testemunhei um milagre.
É verdade, estimados ouvintes. Não desses milagres dos pães e dos peixes, mas uma coisinha mais à escala, embora não menos surpreendente. Sucede que tenho um vizinho cujo severo trombil faz lembrar aquele tipo que andava sempre à caça dos Estrumfes e que tinha um gato chamado Asrael, Gasganel ou...o raio que o parta. Não interessa.
Facto é que um cavalheiro que responde a um curriqueiro "boa tarde" com um grunhido ininteligível se dignou a (pasme-se) dirigir-me a palavra, dizendo qualquer coisa do género "-Isto hoje foi impróprio para cardíacos", não disfarçando um lapsus facial que me fez lembrar um sorriso, ou coisa muito parecida.
Veio para a rua mais o seu rebento, cada qual com seu cachecol. As velhotas aos pulos, a malta do bairro social a abanar os carros, o corpo de intervenção a malhar em dois foliões...enfim, uma festarola catita.
Menos positivo: um discípulo de Baco (aparece sempre um nestas ocasiões) que passou aí uma horita a vangloriar-se de possuir um apito oficial (ou uma merda qualquer do género) partilhando essa sua satisfação com os demais transeuntes, que estavam naturalmente muito interessados. Naturalmente.
Ó fado, saudade, vitórias morais e etc, vão apanhar caracóis.
Ontem vivi um conto de Natal, longe dessas tretas do Dickens.
quarta-feira, junho 16, 2004
O MISTERIOSO CASO DO TOYOTA VOADOR
Poderia ser um inédito da Agatha Christie, do Conan Doyle, ou assim. Mas não é. Sou eu mesmo a personagem principal nesta trama que envolve um Toyota bordeaux, as traseiras do Armazém F e um cidadão brasileiro.
Sucede que estaciono o bólide na zona do Cais do Sodré, onde está agora instalado o cantinho dos adeptos croatas, mesmo ao lado do Armazém F(a pulular de miúdas giras, para quem interesse). Deixei-o bem estacionado, como qualquer cidadão cumpridor e temente a Deus e à PSP. So far, so good.
O problema é quando regresso -aí pelas 22H30- e encontro a máquina infernal a 2 metros de onde o tinha deixado e virado na perpendicular... Vinha a falar ao tlm com a minha afilhada e, incrédulo, tentava compreender e explicar o sucedido. A primeira e natural reacção foi questionar a minha sanidade mental, que por sinal até já viu melhores dias. Mas não, que raio, eu estava convicto que o tinha deixado mais ao lado. As portas estavam trancadas e não havia qualquer sinal de intrusão. O mistério adensava-se e eu ali parado, como se um asno a olhar para o Taj-Mahal.
Fiquei uns bons três minutos especado a olhar para o veículo, a tentar fazer alguma luz sobre aquele quarto segredo de Fátima, quando um brasileiro irrompe à minha frente e termina a minha sessão de meditação com o Cosmos, ou lá o que é:
(cidadão brasileiro, a julgar pelo sotaque) -"Moço!!! Moço!!
(eu) - "O que é que este quer agora...deve ser arrumador, mas não vai ter grande sorte"-confidenciava este aos meus botões.
(cidadão brasileiro) - "Você deve ter grilado com o que aconteceu com seu carro, né?"
(eu) - Pois...um bocadinho...
(cidadão brasileiro) -"Sabe o que é, a minha gente teve que parquear o caminhão. Aí 15 homens pegaram no seu carro e o arrastaram para o lado. Foi só isso!"
Balbuciei qualquer coisa e meti-me no carro, ainda em estado de choque. E é em estado de choque que ainda me encontro, acabadinho de chumbar a uma cadeira, mais afundado que uma bigorna a flutuar no Atlântico Norte. É o que dá apostar na matéria que sai à base da metodologia esperançosa da roleta russa. Às vezes corre mal. Vamos ver como se safa a Selecção.
Poderia ser um inédito da Agatha Christie, do Conan Doyle, ou assim. Mas não é. Sou eu mesmo a personagem principal nesta trama que envolve um Toyota bordeaux, as traseiras do Armazém F e um cidadão brasileiro.
Sucede que estaciono o bólide na zona do Cais do Sodré, onde está agora instalado o cantinho dos adeptos croatas, mesmo ao lado do Armazém F(a pulular de miúdas giras, para quem interesse). Deixei-o bem estacionado, como qualquer cidadão cumpridor e temente a Deus e à PSP. So far, so good.
O problema é quando regresso -aí pelas 22H30- e encontro a máquina infernal a 2 metros de onde o tinha deixado e virado na perpendicular... Vinha a falar ao tlm com a minha afilhada e, incrédulo, tentava compreender e explicar o sucedido. A primeira e natural reacção foi questionar a minha sanidade mental, que por sinal até já viu melhores dias. Mas não, que raio, eu estava convicto que o tinha deixado mais ao lado. As portas estavam trancadas e não havia qualquer sinal de intrusão. O mistério adensava-se e eu ali parado, como se um asno a olhar para o Taj-Mahal.
Fiquei uns bons três minutos especado a olhar para o veículo, a tentar fazer alguma luz sobre aquele quarto segredo de Fátima, quando um brasileiro irrompe à minha frente e termina a minha sessão de meditação com o Cosmos, ou lá o que é:
(cidadão brasileiro, a julgar pelo sotaque) -"Moço!!! Moço!!
(eu) - "O que é que este quer agora...deve ser arrumador, mas não vai ter grande sorte"-confidenciava este aos meus botões.
(cidadão brasileiro) - "Você deve ter grilado com o que aconteceu com seu carro, né?"
(eu) - Pois...um bocadinho...
(cidadão brasileiro) -"Sabe o que é, a minha gente teve que parquear o caminhão. Aí 15 homens pegaram no seu carro e o arrastaram para o lado. Foi só isso!"
Balbuciei qualquer coisa e meti-me no carro, ainda em estado de choque. E é em estado de choque que ainda me encontro, acabadinho de chumbar a uma cadeira, mais afundado que uma bigorna a flutuar no Atlântico Norte. É o que dá apostar na matéria que sai à base da metodologia esperançosa da roleta russa. Às vezes corre mal. Vamos ver como se safa a Selecção.
terça-feira, junho 08, 2004
O LENCINHO CONTRA-ATACA...
Fiquei parvo (isto é, mais que o costume) com a adesão a essa história da bandeirinha lusa na janela de casa ou do veículo. Não há taxista que não ostente orgulhosamente o dístico nacional, pelo menos até ao dia do primeiro desaire desportivo: nesse momento passa tudo de bestial a besta, grande filho da puta, etc, etc, etc...
Enfim, parece-me relativamente inócua esta tentativa de espevitar a moral nacional à conta da bola. Desde que a coisa não volte ao "orgulhosamente sós", ao "Portugal do Minho a Timor e assim, também não há-de vir grande mal ao mundo. Cá estarei para ver quanto tempo dura a lua de mel com a selecção...
Por falar em Timor, ainda não me esqueci da outra epidemia de solidariedade que assolou as lusas gentes, não vai assim tanto tempo passado: o "lencinho por Timor". Pois é, tudo começou pelo uso de uma coisa qualquer branca no corpo durante (breves) 24 horas. No entanto, a coisa descarrilou para um frenesim de roupa a cheirar a Tide por tudo quanto era sítio: o lencinho de mão(por Timor), o lencinho à pirata (por Timor), o porta-chaves branco (por Timor), etc, etc, etc...Tudo o que era veículo automóvel tratou então de exibir o malfadado lenço atado à antena do transístor, passando do branco-alvo para o castanho-dejecto, fruto do inexorável decurso do tempo.
Menos mal, o (abençoado) uso da calça branca justa (por Timor). Isso sim, uma bonita e louvável demonstração de solidariedade.
Fiquei parvo (isto é, mais que o costume) com a adesão a essa história da bandeirinha lusa na janela de casa ou do veículo. Não há taxista que não ostente orgulhosamente o dístico nacional, pelo menos até ao dia do primeiro desaire desportivo: nesse momento passa tudo de bestial a besta, grande filho da puta, etc, etc, etc...
Enfim, parece-me relativamente inócua esta tentativa de espevitar a moral nacional à conta da bola. Desde que a coisa não volte ao "orgulhosamente sós", ao "Portugal do Minho a Timor e assim, também não há-de vir grande mal ao mundo. Cá estarei para ver quanto tempo dura a lua de mel com a selecção...
Por falar em Timor, ainda não me esqueci da outra epidemia de solidariedade que assolou as lusas gentes, não vai assim tanto tempo passado: o "lencinho por Timor". Pois é, tudo começou pelo uso de uma coisa qualquer branca no corpo durante (breves) 24 horas. No entanto, a coisa descarrilou para um frenesim de roupa a cheirar a Tide por tudo quanto era sítio: o lencinho de mão(por Timor), o lencinho à pirata (por Timor), o porta-chaves branco (por Timor), etc, etc, etc...Tudo o que era veículo automóvel tratou então de exibir o malfadado lenço atado à antena do transístor, passando do branco-alvo para o castanho-dejecto, fruto do inexorável decurso do tempo.
Menos mal, o (abençoado) uso da calça branca justa (por Timor). Isso sim, uma bonita e louvável demonstração de solidariedade.
quinta-feira, junho 03, 2004
SOBRE O CASIO "WAVE CEPTOR"
Depois de travar conhecimento com o site do Manel (vide postada transacta), eis que descobri nas traseiras de um autocarro da Carris a matéria-prima desta postada: o novo relógio da Casio, um tal de "Wave Ceptor".
Mais coisa, menos coisa, o dito aparelhómetro recebe diariamente um feixe de Inglaterra (é no estrangeiro) com a hora actualizada, faça chuva ou faça sol. O argumentário de venda continua por aí fora, sustentando habilmnte que já não temos de sofrer as angústias do comum dos mortais, essas pobres almas que ainda não foram iluminadas pelo feixe salvífico, correndo o risco de andar dúzias e dúzias de segundos atrasados...
Vendo bem, desde que apareceu aquele modelo que substituía o comando de televisão (coisa que dá um jeitaço) já nada me devia espantar.
Em vez de inventarem esses monos que não servem para nada, mais valia deitassem mãos-à-obra e trabalhar numa coisa à séria, um GPS detector de miúdas giras e sem tabus de qualquer espécie. Isso é que era de homem!!!
Depois de travar conhecimento com o site do Manel (vide postada transacta), eis que descobri nas traseiras de um autocarro da Carris a matéria-prima desta postada: o novo relógio da Casio, um tal de "Wave Ceptor".
Mais coisa, menos coisa, o dito aparelhómetro recebe diariamente um feixe de Inglaterra (é no estrangeiro) com a hora actualizada, faça chuva ou faça sol. O argumentário de venda continua por aí fora, sustentando habilmnte que já não temos de sofrer as angústias do comum dos mortais, essas pobres almas que ainda não foram iluminadas pelo feixe salvífico, correndo o risco de andar dúzias e dúzias de segundos atrasados...
Vendo bem, desde que apareceu aquele modelo que substituía o comando de televisão (coisa que dá um jeitaço) já nada me devia espantar.
Em vez de inventarem esses monos que não servem para nada, mais valia deitassem mãos-à-obra e trabalhar numa coisa à séria, um GPS detector de miúdas giras e sem tabus de qualquer espécie. Isso é que era de homem!!!
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